terça-feira, 7 de setembro de 2010

Rio Itajaí do Norte. Papanduva

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Rio Hercílio ou Itajaí do Norte é um dos afluentes do Itajaí-Açú. Nasce em Papanduva SC na localidade de Queimados, divisor de águas.




Conhecemos simplesmente como rio Itajaí, que descamba para o leste em saltos espetaculares, se espraia no “Terreiro de Pedra”, forma um grande vale, banha cidades e deságua no Oceano Atlântico. Próximo à sua foz localiza-se o porto de Itajaí, o mais importante do Estado.






Na localidade de Queimados, encontra-se a nascente do Itajaí-Açu, o ponto mais distante da foz do mais famoso rio de Santa Catarina.


A nascente é um local de preservação permanente e merece cuidados.
A preservação e a recuperação das nascentes dos nossos cursos d´água não são apenas atitudes que satisfazem a legislação , mas são, acima de tudo, ações concretas em favor da vida, desta e das futuras gerações em nosso planeta.


A bacia do Itajaí-Açu situa-se no leste de Santa Catarina compreendendo a região de planalto e litoral numa área de 15.000 km2, ocupando 16% da área do Estado.


Papanduva é um divisor de águas.
As águas papanduvenses, de um lado correm para leste à Bacia do Atlântico Sul e de outro lado, vão para a Bacia do Prata.


                
                       Papanduva
Fonte: http://www.eps.ufsc.br/disserta98/ely/cap3.html

Em Papanduva vários rios correm para o Itajaí, como exemplo: rio Iraputã, rio Guarani, rio Bonito, rio Pratinha e rio das Pedras, com cachoeiras espetaculares.

Curiosidade:
O rio Bonito, afluente do rio Iraputã, que, por sua vez, é afluente do Itajaí do Norte ou Hercílio, tem sua nascente  localizada no município de Papanduva, na Serra do Espigão, a 1100 m de altitude (divisa com o município de Rio do Campo). Da longínqua nascente do rio Bonito até o rio Itajaí Açu têm-se 168 km e até a foz, 334 km.

                                                 Cachoeira Rio Iraputã

A bacia hidrográfica do rio Itajaí está situada no domínio da Mata Atlântica, jóia da natureza que pede melhor preservação.


Estudante! Procure conhecer e explorar melhor Papanduva.
Ninguém ama o que não conhece.


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Tropeirismo no Planalto Norte Catarinense





I Gincana Cultural – Projeto “O Legado do Movimento Tropeiro” realizado pela UnC – Campus de Mafra - 2010
A Gincana teve início no mês de maio e faz parte do projeto de pesquisa que visa levantar o legado sócio-cultural do movimento tropeiro ao longo do antigo caminho no trecho do município de Mafra ao município de Papanduva tendo como tema O Tropeirismo. Sob a coordenação do professor Sandro Moreira, o projeto teve seu início no final do ano 2009 e encerrado no mês de setembro 2010 com o lançamento de um livro, incluindo o material coletado na Gincana Cultural.
O projeto tem apoio da Fundação Catarinense de Cultural através do Edital Elisabete Anderle, do Estado de Santa Catarina e da Universidade do Contestado

Onde eu, Sinira entro nesta história?

Uma equipe da gincana me pediu ajuda, o que atendi prontamente.
Enviei 5 “causos” de tropeiros para o pessoal.
E ganhamos o primeiro lugar.

Recebi o resultado por e-mail:
De: "prof.cinthia@gmail.com"

12/08 2010
Olá Sinira
Agradeço a sua ajuda de causos. A equipe com que colaboramos ganhou em 1º lugar, saiu hoje o resultado.
Abraços,
       Cínthia
Quais os “causos” que enviei?
* Tropeiros perecem no Passo Ruim
* O Tropeiro, o índio e da onça
* O Tropeiro e o Corisco
* Tropeiro Alemão
* Resquícios do Tropeirismo em Papanduva


Entregue a premiação da I Gincana Cultural – Projeto “O Legado do Movimento Tropeiro” realizado pela UnC – Campus de Mafra

Na segunda quinta-feira (12) do mês de agosto de 2010, o Espaço do Pátio da Pedra recebeu para premiação as equipes vencedoras da I Gincana Cultural – Projeto “O Lageado do Movimento Tropeiro”.

As equipes que participaram da Gincana coletaram o material através de entrevistas com pessoas moradoras na região compreendida do projeto de pesquisa.

Na Categoria ensino médio a equipe vencedora foi Caçadores de Histórias 2 da Escola de Educação Básica Professora Paula Feres composta pelos alunos: Diego Patrick Ferreira de Moraes, Anderson Kalisky, Fabiano Goes Lucas, Camila Padilha, Gilmar Wengrnovski.

Na categoria ensino superior a equipe vencedora foi a Caçadores de Cultura do Curso de Ciências Biológicas da UnC, Campus de Mafra composta pelos acadêmicos: Adriana Cristina Goldbach, Ricardo Smaga, Ana Carolina Zieskowski, Luciano Valério Junior.
               Valeu moçada!






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             Resquícios do Tropeirismo em Papanduva


         A força do passado tropeiro está expressa em muito do que se faz, festeja e se diz nestas paragens.
        Sabemos que Papanduva nasceu em função do tropeirismo no século XVIII.

         As “Cocheiras de Papanduva”, local escolhido como ponto de falha e paragem de dias para o descanso, tanto dos tropeiros quanto das tropas, está no fato da geografia da região se constituir numa planície com pasto farto, o que possibilitava a recuperação, a ronda e a segurança dos animais.

       Algumas provas a mais: desde o centro da “Villa” até confrontar com São Tomaz, se localizava o “Quarteirão da Ronda” hoje Rondinha, no “alto plano” da cidade de Papanduva.
        O termo RONDA, significa serviço de vigilância às tropas nos pousos ou sesteios.

       O local da ronda era o lugar de recostar os animais, onde o gado bovino, eqüino ou muar serenava, encontrava bom pasto e permanecia sob a vigília constante dos tropeiros que, por exemplo, da meia noite em diante, se revezavam no cuidado, com tarefas sincronizadas. A cada seis horas trocava-se o quarto de ronda, com novos vigilantes. É termo tropeiro para descrever o tempo em que cada peão vai permanecer em vigilância. Quarta de ronda noturna significa meio turno de serviço.

        Durante a noite, os tropeiros da vigília ficavam ao redor dos animais controlando, assobiando para acalmá-los, cuidando da tropa para que não estourasse. Mas para tal, acendiam um fogo, a certa distância do gado e, ao seu redor faziam seu "quarto de ronda", isto é, substituíam seus companheiros de observação e guarda da tropa. Ao redor do fogo, corria a roda de mate, cantavam, se lastimavam, faziam planos e contavam causos. Era muita responsabilidade.

         Mais um nome que nos remete ao tropeirismo: Rodeio.
       Um tanto dos animais que passava por Papanduva e se demorava dias degustando o capim Papuã, ficava aproveitando um outro pasto e ali mesmo se fazia o rodeio para ver a quantas andavam os plantéis, como ia sua recuperação e condição de prosseguir viagem.
       Rodeio era o Lugar onde se reunia os animais para contar, examinar, dar sal ou curar, tudo tarefas que faziam parte de uma tropeada. Temos até hoje a localidade de Rodeiozinho, como extensão da cidade de Papanduva, distante 5 km da sede.

          Na baixada da cidade temos o “Barro Preto”, bairro cujo nome foi mudado para São Cristóvão, tudo bem, mas aquele era um local desviado pelos tropeiros porque a fama era de que ali poderia se enterrar uma mula e sabemos que até hoje não há pavimentação que se sustente na avenida de barro negro pegajoso. Por isso as tropas chegavam pelo Rio da Prata, e Lagoa Seca. Ainda existem os sinais desse “Caminho das Tropas”.

        Mais um lugar que remonta à época do tropeirismo é a Tuneira. O nome da localidade deve-se à existência, de um cacto, que os tropeiros chamavam de tuna. E a flor de tuna... Eram muitas as tuneiras ao longo do caminho naqueles ermos acima da serra do Itajaí.

Mula Campeira
Acervo fotográfico Sinira Ribas


      Quando as tropas saiam de Papanduva, logo se deparavam com o Passo da Cruz – local de morte de tropeiros e Passo Ruim, banhado por um afluente do rio São João.

        Antes de chegar a Papanduva, no sentido sul/norte, os tropeiros desciam a Serra do Espigão, passavam no Taquaral, Lageadinho, Rancho Grande, Rodeio Grande, Passa Quatro e rio Canoas meri (Canoinhas). Estes nomes remontam à época do tropeirismo, e ao Tropeiro, embrião de nossa história.

       Algo mais para se valorizar nesta história: muito mais que uma presença física, os tropeiros eram formadores de povoados e transportadores de cultura pelos caminhos com seu linguajar característico, costumes e sentimentos... Eles serviam de correios, prestavam primeiros socorros, levavam e traziam encomendas e notícias.

        Para enfrentar o frio, o transporte em montaria e as horas de viagem, a vestimenta tinha que ser bem confortável e quente – mais do que o poncho, as botas e a bombacha tornaram-se as roupas típicas dos tropeiros. Além disso, havia a guaiaca para carregar valores e o chapéu. Outros acessórios acompanhavam a figura de um verdadeiro tropeiro - uma garrucha, as bruacas para transportar utensílios, alimentos e ferramentas nos lombos das mulas, bem como o tirador - proteção de couro para o laço não rustir a bombacha.

       Para ser respeitado, um tropeiro precisava ser hábil em encontrar reses extraviadas e trazê-las de volta ao rebanho.

     A história do Tropeirismo é a verdadeira história da colonização de Papanduva em lombo de mulas. Uma colonização de quase dois séculos que teve por base a existência do precioso pasto Papuã, da água abundante e da figura deste homem original, valente e nômade - o tropeiro.

                                       * * *

                  Tropeiros, o índio e a onça

“Causo” verídico.

Sinira Damaso Ribas

        Esta história foi-me relatada por Valdomiro de Lima, morador de Papanduva, bisneto do tropeiro estafeta Manoel Vicente de Lima. O conto foi passando de pai para filho.

O fato era contado pelo próprio Manoel que vivenciou este drama no final do século XIX.

Uma tropa havia pernoitado em Papanduva e se dirigia para a região de Mafra.

Logo que os viajantes atingiram o Passo Ruim e seguiam tropeando no tranco costumeiro, perceberam que passou rente a eles, como uma flecha, um índio, em corrida desabalada e entrou no mato.

A seguir, logo atrás, passou também em formidável velocidade, uma onça suçuarana no encalço de sua presa. No momento imediato, escutaram vindo da mata próxima, à beira da tortuosa picada, os gritos lancinantes do silvícola que foi abatido pela fera. Todos, tropeiros e animais, se quedaram chocados.

E assim era.........

                                                                          * * *

                                 O Tropeiro e o Corisco


                                                                        Sinira Damaso Ribas


A descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiões da terra. É um tipo de eletricidade e quando acontece temos um quadro de rara beleza, apesar dos perigos e acidentes que o mesmo pode provocar.
É bem aí que começa a nossa história, na descarga elétrica de um corisco. Resta, agora, descrever os personagens principais de nosso conto: tropeiros, mulas, nuvens de tempestade, vento e raio.
Início de junho... Céu cinzento com raras nesgas de azul, poucas árvores, uma grande extensão de campos cobertos de grama nativa e muitos arbustos. Eram os altiplanos catarinenses.
Mais uma comitiva de tropeiros saíra de terras paulistas, num outono no final do século XVIII, rumo ao sul para buscar mais uma tropa de mulas para vender na feira de Sorocaba. Já atravessara mata fechada, vales, rios, clareiras, esplanadas, restingas, os Campos Gerais, banhados, planaltos, planícies, faxinais, por último a serra do Espigão e chegara aos campos de cima da Serra.
O frio fora impiedoso nas semanas antecedentes, mas nos últimos dias o veranico de maio aumentou um pouco a temperatura. Nesta tarde fatídica fazia um calor mentiroso, prenuncio de tempestade.
No final da tarde, o vento, acompanhado das nuvens, prometia chuva. Apesar dos trovões e os relâmpagos que riscavam o céu a comitiva prosseguia a viagem no tranco costumeiro.
Um dos tropeiros é o herói de nosso conto, alguém que liderava com maestria a tropeada. Apesar de não demonstrar que prestava muita atenção no tempo, estava preocupado porque nuvens cor de chumbo prenunciavam algo iminente. E desabou um temporal!
A tempestade aumenta com corisco após outro cada vez mais forte serpenteando o céu. As mulas empacam, viram o traseiro para o lado da chuva e não vão adiante, enquanto a água lhes escorre na cara. Os tropeiros se abrigam embaixo das capas e do chapéu. A cada passo um trovão, som forte provocado pela expansão do ar aquecido por raios.
Relâmpagos com intensa luminosidade aparecem nos caminhos por onde os coriscos passam. Raios provocam curto-circuitos das nuvens para a terra e passam correntes elétricas de milhares de amperes.
Chegam a uma elevação do terreno e subitamente acontece a tragédia: Um corisco fulmina o tropeiro líder da tropeada e a sua montaria.


Por este motivo este lugar ficou conhecido como Serra do Corisco. Perto dali passava o rio Correntes.
Esta localidade hoje é chamada
de Santa Cecília. Em 1874 foi elevada a categoria de "freguesia” com a denominação de Rio Correntes, subordinada ao município de Curitibanos e em 1891, foi transformada em Distrito com o nome de Santa Cecília do Rio Correntes.
A transformação em Município de Santa Cecília-SC ocorreu em 1958.

Esta História foi-me contada, há mais de 50 anos, por minha avó Manoela Haas Furtado, descendente da família Granemann/Haas, nascida em 1892 em Santa Cecília.

                                                   * * *






segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Biografia Contextualizada de Jahyr Damaso da Silveira

Minha homenagem pelo dia dos pais em 8 de agosto de 2010


Jahyr Damaso da Silveira 
        
Retrato de um cidadão exemplar
Vulto cívico de Papanduva

Biografia contextualizada.

Jahyr Damaso da Silveira quando se casou com Alice Furtado em 1939, morava em Canoinhas e tinha uma casa de comércio em sociedade com o irmão Hercílio. Os manos extinguiram a firma e ele montou uma nova empresa em Major Vieira. Morou lá por quatro anos e por influência dos Furtado resolveu transferir-se com a família para Papanduva.
Março de 1942 – Jahyr foi até a vila de Papanduva, alugou uma casa de Napoleão Mendes na rua principal. Procurou as melhores carroças para transportar a mudança. Os carroceiros foram Alfredo Lopes de Oliveira e Otávio Pechebella, este primo da esposa Alice e Sr Alfredo, que dali em diante, passou a ser o seu melhor amigo.
Para trazer a mulher e as duas meninas, Aldira e Marilza, emprestou do avô de Alice, Manoel Estevão Furtado, uma carruagem com tolda e poltrona de mola para maior conforto da família e ele mesmo, Jair, foi o troleiro condutor. Vovô Furtado fez questão de escolher a melhor parelha de animais de que dispunha.
Em seguida comprou dois terrenos dos herdeiros de Francisco Haas (de Teodoro Saade e de Luiz Haas de Souza), para construir a sua casa de morada e negócio. Sobraram ainda 12 contos de réis para começar seu comércio. Enquanto isso, montou residência na esquina mais próxima dos seus lotes e por bom tempo foi tocando o seu “negócio” e cuidando da construção da nova casa de madeira, com comércio na frente, moradia nos fundos e o poço dentro da própria varanda de trás. Ao lado do poço uma rede preguiçosa completava aquela delícia de lugar. A água era fresquinha e deliciosa, sinto o gosto até agora.
No dia da mudança para a casa nova, para dar sorte, as primeiras coisas mudadas foram: o nenê sentadinho numa cadeira alta (eu), um pão e um pouco de sal. Depois veio o restante da família, teréns e mercadorias.
Tínhamos uma horta, pomar, galinheiro, galpão, carroça e uma vaca de leite nos fundos da casa.
Senhor Jahyr, já de início se envolveu na sociedade papanduvense e de cara foi eleito presidente do Clube Papanduvense e teve ali repetidas e profícuas gestões.
O seu comercio vendia de tudo, secos e molhados, ferragens, louças, tecidos e alumínios, confecções, calçados, até querosene e gasolina. Era representante da Brahma e engarrafava vinho branco, vinagre e cachaça. Seu rótulo mostrava o nome da aguardente - era a Linda, com uma moça de vestido vermelho rodado na estampa. Comprou o seu primeiro caminhão F 600 para puxar mercadorias de Mafra, que chegavam através da firma de Luiz Maria do Vale. Negociava erva com Jordan, Stein e Leão Junior. Depois teve dois Chevrolet.
Em 1954 construiu uma nova casa de comércio, de alvenaria, coisa rara no lugar, a única depois da Casa Paroquial. A novidade é que tinha lareira, água encanada aquecida com serpentina de fogão à lenha, janelas venezianas, paredes de marmorine, alguns azulejos e luz elétrica com um gerador próprio.
Meus pais viajavam sempre a São Paulo para buscar mercadorias e se abalavam a cada vez que os preços subiam. A sua margem era sempre de 30% em cima dos 10% de despesa, injetadas no custo. Fui eu, que quase num ato de insubordinação, passei a botar 40% em cima de confecções. Exigia das cinco filhas, muita honestidade, gentileza e educação no trato com os clientes. Tínhamos que ser rápidas nos cálculos (sem calculadora), usarmos o raciocínio e acertar as longas somas, de primeira, conferir só por segurança, mas sem erro. Não admitia “pichotagem”.
Nós, as meninas, tínhamos que ajudar “no negócio” e um pouco na cozinha, aprender a costurar e bordar. Depois do primário, todas foram estudar em Rio Negro ou Canoinhas, por isso não sobrava muito para ampliar o comércio porque as despesas com colégio interno eram grandes.
A família cresceu, a Casa Progresso se transformou em Comercial Damaso da Silveira.
Sr Jahyr gostava de política, era fã do Juscelino, foi três vezes vereador e presidente da Câmara de Papanduva, no tempo em que vereador não era remunerado. Ajudou o lugar em tudo o que pode, inclusive, teve participação ativa na câmara de Canoinhas por ocasião da criação do município de Papanduva, em 1953.
Jahyr nasceu no Salceiro, no recém-criado município de Santa Cruz de Canoinhas, em 15 de fevereiro de 1912, filho de Luís Damaso da Silveira Filho e Maria Peters da Silveira, no início do Conflito do Contestado. Quando contava com apenas 17 dias, sua família teve que fugir, pelo rio Canoinhas, enquanto caboclos revoltosos incendiavam sua casa e saqueavam os depósitos e animais. Só em agosto deste mesmo ano foi batizado em Canoinhas por frei Menandro Kamps, quando a família voltava do exílio junto aos Peters em Bela Vista do Sul, pertencente ao Paraná naquele tempo.
1912 - ano em que foi criada oficialmente a paróquia de Canoinhas, desmembrando de Curitibanos. Esta vasta paróquia congregava a partir daí também as localidades de Papanduva, Major Vieira, Monte Castelo, Três Barras e Bela Vista do Toldo.
Também 1912 foi o ano em que se deu a instalação da Southern Brazil Lumber & Colonization Company em Três Barras.
Idem 1912 ano de confrontos sangrentos entre tropas do governo e fiéis do Contestado. Grande marco foi o Combate do Irani em que perdem a vida dezenas de pessoas, de ambos os lados. Morreram no confronto o coronel João Gualberto, que comandava as tropas do Paraná e também o monge José Maria, líder dos revoltosos, ocasião em que os partidários do contestado conseguiam a sua primeira vitória.
Jahyr estudou em Canoinhas e no Instituto Rionegrense, em regime de internato, sob a direção de Wenceslau e Dalila Muniz em Rio Negro. Serviu no Tiro de Guerra. Morou em Três Barras no tempo da Lumber, quando a localidade tinha um progresso e regalias de metrópole, com hospital super equipado, o primeiro supermercado do país, alimentos e bebidas importados, escolas, biblioteca, cinemas e teatros. Tudo para conforto da diretoria da Lamber, mas com que a comunidade se beneficiava, melhorava sua cultura e tinha oportunidade de ascensão social.
Jahyr Damaso da Silveira viveu em Papanduva até 1973 quando um estúpido acidente lhe ceifou a vida, aos 61 anos de idade, no auge da criatividade, disposição e trabalho.
Jahyr, não só testemunhou os avanços do século XX, como foi contemporâneo das atrocidades de duas Guerras Mundiais e do Conflito do Contestado, mas, muito mais que isso, foi testemunha da história de Canoinhas, Três Barras, Major Vieira, Rio Negro e Papanduva. Acompanhou seu progresso e viu as ruas serem moldadas e se encherem de automóveis e luminosos. Lia muito e assinava Seleções, O Cruzeiro e os jornais Barriga-Verde e Correio do Norte de Canoinhas. Não perdia a “Hora do Brasil” até que chegou a TV.
Meu pai foi um exemplo para tanta gente e em tantos aspectos, que quando relembro sua caminhada, minha alma sorri e chora ao mesmo tempo. Choro da saudade que nunca vai passar e pela perda memorável para os que o conheciam e também para qualquer papanduvense. “Seu Jahyr” representa um pedaço da nossa história, fonte viva dos antepassados portugueses e alemães que formaram o que somos hoje. Sorrio porque tenho orgulho de ter sido formada da mesma matéria de meu pai e por carregar seu sobrenome.
Tive o gosto de escrever sua biografia. Cabe aos nossos familiares e aos que tiveram o prazer de conhecê-lo, honrar seu nome ou seguir o seu exemplo.
Hoje, levanto meus olhos e o coração em saudações. Um brinde ao Sr. Jahyr, um heroi que viveu vencendo dificuldades e tocando a alma de quem o conhecia com seu carisma, dinamismo, trabalho, perseverança, ética e, sobretudo lealdade. Para ele, um fio de bigode era um documento.

“Al di là, del bene più prezioso
Ci sei tu” (Retalho de AL DI LÀ de C Donida)

Eu sei que além de lá está tu meu pai, bem precioso, além do infinito, além desta vida para um futuro encontro...
Namastê,
Sinira

Prezados Amigos e Familiares!

Espero que os esparsos fatos narrados tenham tido o poder de fazê-los conhecer um pouco do caráter e da personalidade daquele pai, tão decisivo na formação das cinco filhas e das gerações que o estão sucedendo.

Esta foi uma tentativa de elaboração de uma biografia contextualizada de Jahyr Damaso da Silveira inserido numa sociedade de um determinado período e local, algumas ligações e relações que estabeleceu ou teceu em seu meio.
Acato e aceito sugestões e correções a título de colaboração.


                                                               * * *

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Aldeamento de São Tomaz de Papanduva



Relato publicado em jornal em 1876 sobre um encontro com indígenas do Rio Preto envolvendo o sertanista Joaquim Francisco Lopes, genearca de valiosa família papanduvense.


Jornal Kolonie Zeitung. P 135 de 19/08/1876.


"Bugres - Do Planalto noticiamos o seguinte: Um dia encontrava-se trabalhando na roça, o filho do alemão Clemente Sauer, quando de repente assustou-se ao ouvir um batido repetido três vezes em uma velha árvore. Há poucos metros dele encontravam- se três bugres, que lhe faziam sinais. Ao primeiro susto, Clemente apanhou sua arma, mas como viu que os bugres estavam desarmados, e assim o demonstraram, largou a arma. Então eles se aproximaram e um deles, que se apresentou como "cacique baixo" e falava poucas palavras em Português, disse-lhe que eles vieram a ele para pedir-lhe que ele procurasse o conhecido Lopes, que se acha encarregado pelo governo, de os civilizar para que lhe diga que em cinco dias (os dias foram demonstrados através do movimento dos braços) Lopes os encontrasse em um determinado local na mata, onde eles pretendiam com este conversar. Clemente prometeu levar o recado, e logo após os bugres desapareceram. Sauer foi em direção à casa de Lopes, que morava um pouco afastado. Lopes advertiu que Sauer nem se incomodasse mais com eles, caso contrário poderiam matá-lo.

Após alguns dias, quando Clemente trabalhava em sua roça, apareceram novamente os três bugres. O porta-voz agradeceu-o novamente por ter atendido ao pedido feito, dizendo que o observaram, apesar de ele não os ter visto, até o momento em que chegou a casa de Lopes. Disse que ele (Sauer) e sua família poderiam ficar tranqüilos, pois nunca lhes fariam mal. Por outro lado, disse (o bugre) que havia um conhecido morador do distrito de São Bento, que havia sido por várias vezes encarregado de caçar bugres, e que este sim, deveria tomar cuidado. Ao ouvir o nome do caçador, os bugres cerraram os dentes com ódio. Ao serem questionados do motivo do assalto (ou de intenção?), responderam ser por vingança. Perguntou também quantos eles eram e responderam serem muitos (através de gestos com as mãos), que seu povo vinha de três grupos ou clãs agrupados. Um grupo sob o comando de um cacique baixo, como ele o referiu, que se encontrava no pé da serra, um segundo grupo sob o comando de um cacique baixo no outro lado do Rio Negro e o terceiro grupo sob seu comando, deste lado do Rio Negro. O Capitão grande (Ober cazike) mora no morro Tayo e seria seu pai, e que o mesmo seria um velho homem, que já não poderia mais caminhar e estava fraco. Despediram-se de Clemente deixando diversos pequenos presentes, comentando que voltariam outro dia para uma visita.

Sauer contou o fato ao Sr. W. Engelke, empreiteiro da estrada (Dona Francisca), sendo que este combinou com Sauer de levar alguns presentes, e combinou uma data para encontrá-lo em sua roça para aguardar a visita dos bugres. No entanto, os bugres não apareceram, embora fosse perceptível sua presença na mata. Mesmo quando Sauer afastou-se do local, e Engelke permaneceu sozinho, não apareceu ninguém.

Dr. Engelke retornou e tem esperanças de que através da mediação de Clemente possa ainda ser possível uma reunião com os bugres em Rio Preto. O líder dos três bugres que se encontraram com Clemente tinha cabelo cortado em forma arredondada. Os outros dois tinham cabelo cortado na altura da testa, e todos três usavam o botoque (pedaço de madeira) sob o lábio inferior." (grifos nossos)

Sobre estes aldeamentos, também foram publicadas notas em diversas edições, na região do vale do Itajaí, mas não há mais citação de Lopes, porque este sertanista mudou-se para formar o Aldeamento de São Tomaz de Papanduva. (Sinira. Fórum SC-Gen)

Aldeamento de Papanduva

De acordo com Santos [1], a primeira tentativa de aldeamento para índios Xokleng em Santa Catarina foi promovida em 1877 pelo sertanista paranaense Joaquim Francisco Lopes. A intenção era proteger os colonos da vila de Rio Negro e os tropeiros que demandavam pelo Caminho das Tropas.

A região de Papanduva era território do Paraná. Wachowicz diz que “por duas vezes Lopes tentou a catequese dos Xokleng na região do Contestado, sem qualquer sucesso. Tais incursões começaram em 1868 e em 1877 o governo encarregou-o de fundar um aldeamento a cerca de cinco léguas de Rio Negro, num lugar “ao qual [Lopes] deu o nome de S. Tomás de Papanduva”. Lopes não recebeu as verbas prometidas e de Papanduva foi exercer suas atividades de sertanista ao Norte do Paraná.

Segundo Wachowicz, citado por Fernando Tokarski, Lopes não recebeu do governo as verbas prometidas e esta foi uma das causas da extinção do primeiro aldeamento de Santa Catarina.

                                              * * *
Os jornais antigos, de acordo com a visão daqueles tempos, só reproduziam o lado dos colonizadores e nunca ouviam o lado oposto. Seria a questão de ouvir os dois lados, premissa básica do moderno e sério jornalismo.

E mais, os jornais e os relatos orais só falavam das "maldades" dos povos primitivos, os Xokleng. Sempre omitiram as "barbáries" e o genocídio impetrados contra os verdadeiros donos da terra. Mas, a verdade dos vencedores fala mais alto...

"O sertanista Joaquim Francisco Lopes de Oliveira era pai de Dulcíndio Joaquim Lopes de Oliveira (Dúrcio), que foi morto na noite de 25 de dezembro de 1911 junto com seu filho Luiz Lopes de Oliveira. Sem chances nenhuma foram fuzilados por 72 jagunços por causa do estoque de mantimento e sal que tinham em sua casa.
Deixou os seguintes filhos: Alfredo Lopes de Oliveira[2], José, Antoninho, Deolindo, Geraldina , Maria da Conceição e Francisca".

A história de Lopes é realíssima, tanto é que os seus descendentes ainda vivem em Papanduva e por extensão em todo o Planalto Norte de SC.
http://sinira10@blogspot.com

1 SANTOS, Sílvio Coelho dos. Índios e brancos no sul do Brasil: a dramática experiência dos Xokleng. Florianópolis: Edeme, 1973. p. 76-77.
2 Alfredo Lopes de Oliveira é um vulto cívico papanduvense.
                                                             * * *

segunda-feira, 29 de março de 2010

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        É com muita satisfação, que recebo vocês em meu blog e espero que gostem da miscelânia de postagens .

        Gostaria de pedir, a todos que visitam o blog, que deixem um comentário, sugestões ou críticas.

       Eu sei que algumas matérias são meio longas , mas certos assuntos necessitam de uma atenção maior.

      O que motiva nós "blogueiros" a continuarmos postando, é quando recebemos comentários ou conseguimos seguidores; ou não tem como sabermos se estão aprovando ou mesmo visitando o blog.
Hasta la vista!
     Beijokas da Sinira
                                                                           * * *

2 0 1 2 - O Mundo Não Vai Acabar

                                                                      2012


As profecias de fim de mundo têm sempre um atrativo especial. Bastante atrativas são também as histórias sobre conhecimentos ocultos detidos por civilizações antigas. Vem isto a propósito do filme 2012 que estreou em 2009.

Gostei muito dos efeitos especiais, da imaginação dos produtores, da grandiosidade da ficção.

O que eu acho?
                                    (Mas quem sou para achar alguma coisa ???)

Pode acontecer aos poucos o fim de boa parte da humanidade e não o fim do mundo.

É interessante ver que as previsões são só sobre o que se passa numa parte de um minúsculo ponto do espaço – Terra; a Ficção Científica esqueceu-se do restante.

Mas o que se passa de fato é que a Terra roda em torno de si própria, viaja pelo espaço ao redor do Sol, o Sol viaja em volta da Via Láctea, a Via Láctea, por seu turno, também se movimenta em direção a outras galáxias no nosso Grupo Local, o Grupo Local também viaja.... hiii.....

O mundo não acaba nem para quem morre. Penso que em relação a esta questão, não temos certezas, mas como todos sabem, o planeta já sofreu várias alterações desde o seu nascimento, a era dos dinossauros, a era glacial, o aparecimento do Homem, etc.a era dos músculos, a era tecnológica... Durante todas estas eras o mundo foi-se alterando e adaptando-se, o Homem foi evoluindo, os animais foram-se extinguindo uns e nascendo outros. Isto é um ciclo, em que por mais que desapareça ou morra alguma coisa, algo de novo surgirá.

A verdade é que os Maias, que tinham um calendário mais preciso, mais complexo e muito mais holístico que o nosso, previram vários acontecimentos que se passaram, como a chegada do homem branco - Hernan Cortez - a 8 de Novembro de 1519. Este calendário Maia prevê que algo de muito grave se passará no solstício de Inverno, 21 de Dezembro, de 2012. Tão grave será o acontecimento, que o mundo tal como o conhecemos desaparecerá. Isto não quer dizer que o mundo acabará, quer simplesmente dizer que um grande acontecimento transformará o mundo.

Ora, sabe-se atualmente que nesta data durante o solstício, a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa galáxia, Via Láctea. Poderá haver uma mudança do campo magnético terrestre, que acontece periodicamente. Ou já está acontendo aos poucos....???

Eu quero dizer que acho que 2012 não é o fim dos tempos. Aqueles que construíram o calendário visualizaram um rearranjo cíclico de elevação vibratória para este planeta.

Quem sabe este fim do mundo a que a profecia se refere é apenas uma passagem, uma mudança de um tanto dos terráqueos para outra dimensão. Mas vai acontecendo aos poucos.



De agora em diante, as mudanças planetárias devem tornar-se muito mais intensas e continuadas. Não só as mudanças físicas, mas também as espirituais e energéticas. Todos nós devemos nos manter absolutamente conscientes e desenvolver a mais elevada vibração de que sejamos capazes.


Continuemos enviando luz e amor à Mãe Terra. Gaia necessita disso para superar esse tempo de mudança energética. Sigamos cuidando dos irmãos que ainda não despertaram. Haverá muita gente ao redor necessitando de nossa luz e amor incondicional.

Somos Um com DEUS. Ânimo, para que consigamos um avanço muito importante para ancorar a Nova Dimensão na Terra.


                                          * * *
Simplesmente 21/12 2012 é o fim do calendário maia, mas este povo não deixou escrito algum falando em fim de mundo.

É muito sensacionalismo e imaginação. Os Maias tinham muito conhecimento astronômico e nas profecias eles não previam um fim, mas uma transformação: creio que só devemos aguardar para ver e torcer para que fanáticos de plantão não levem multidões ao desvario, isso realmente é o que mais me preocupa... Não estou aqui tirando a importância da transformação que o planeta deve sofrer até esta data, porque furacões, tsunamis, terremotos, deslocamento de placas, cataclismos, já estão ocorrendo, então a meu ver, já estamos no inicio desta transformação.

Não encarem como fim do Mundo, mas o fim de mais um ciclo.

A nós, toda a humanidade, apenas nos cabe ir vivendo o presente com um olho no futuro para mais tarde estarmos preparados e evoluídos. Espero que não fiquemos pensando que o mundo acabará em tal dia ou ano, porque nunca se sabe o amanhã.
 Como será o fim é incerto para todos nós.
A Terra e as criaturas estão passando para uma dimensão mais elevada.
O importante é expandir amor e bondade a todas as direções.

Um grande abraço a todos.


"Une vie sans amour, c'est une vie sans soleil." Hervé Bazin

                                              * * *
Mais algumas reflexões:

O livro, Efeito Isaías de Gregg Braden, trata de um dos  mais importantes Manuscritos do Mar Morto.
Nesta obra o autor combina pesquisas no campo da física quântica com as palavras do profeta Isaías e dos antigos essênios. Ele demonstra que as profecias que se referem a uma catástrofe global e a sofrimentos podem representar apenas possibilidades futuras, e não previsões de um fim iminente, e afirma que temos o poder de alterar essas possibilidades.
Não foram só catástrofes que os profetas previram mas também tempos de paz, amor e prosperidade.
É a mensagem de esperança que Isaías nos legou. Nosso futuro ainda não chegou! Ainda o estamos definindo, com escolhas coletivas no presente.
Segundo conclusões de Braden, “Profecias representam apenas possibilidades futuras” Temos o poder de alterar; (...) “as orações produzem efeitos que podem ser mensurados”.
Os escritos de Isaías enfocam uma ciência que revela como escolher o futuro – é uma modalidade de oração que se perdeu no tempo.
É preciso orar com o pensamento, sentimento, emoção. E fazer meditação!
Façamos orações de gratidão pelo que já existe ao invés de pedir que nossas preces sejam atendidas ou ouvidas. Pedir, pedir, pedir, firma no subconsciente a idéia de carência, o que é contraproducente.
“O milagre já aconteceu e nossas preces já foram atendidas”.
A moral da história é vislumbrar as consequências futuras das escolhas que fazemos HOJE – é a ciência da profecia! E mais... - a tecnologia de um tipo esquecido de ORAÇÃO que nos dá chance de escolher a profecia que queremos ver realizada.
 É a lei da criação.
Importante também é a gratidão pela oportunidade de fazer escolha. Parece complexo, mas funciona.
Profeta Isaías e o escritor Gregg Braden nos proporcionam o conhecimento de uma forma antiga e eficaz de oração.


Faço votos de que você viva:
"Celebrando al Espíritu,
Honrando al Humano,
Y en la Infinita energía del Amor" (Wunderlin).


Abraço, Sinira





                                                           * * *

quarta-feira, 17 de março de 2010

MEUS LIVROS E COLEÇÕES

                   MEUS LIVROS E COLEÇÕES                            
                                  * * *
Identidades.
História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.  Lei 11.645/2008


Ensino Fundamental         Dutty Editora



           O presente caderno pedagógico é integrante da Coleção Brasilidade e tem como objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-cultural, tornando-os capazes de interagir com todos de maneira igualitária, com valorização de identidades.

          Cabe-nos estudar a formação da população brasileira como processo de integração das origens indígenas e afro-brasileiras. Estes povos ajudaram a construir o Brasil de hoje com sua bagagem de cultura, costumes e tradições.
                                                                                                        sinira@globo.com

Obras anteriores:

                                                        xxxxxxxxxxxxxxxxxx


                                   Primeira e última obra











segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Reencontro de Formandos 1976 Colégio Papanduva


 
 
 
 




Os alunos e professores que tiverem  mais fotos podem me enviar para acrescentar aqui.
Enviem para sinira @globo.com

CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA E XAMÂNICA

Conhece a constelação xamânica? Dinâmica que muito tem ajudado pessoas a ver situações que se tornam problemas em suas vidas e mostra as sol...