terça-feira, 5 de abril de 2011

MEU BLOG


Meu Blog

Aqui posto uma miscelânea de assuntos.
Interesso-me por diversos temas e de vez em quando abordo algum deles.
Mexo inclusive com Genealogia, com Educação, Economia, Política, Saúde, Antropologia, com a História do meu município e de meus antepassados e daí surge conto de tropeiros, indígenas, caboclos, imigrantes, jagunços e por aí afora.

Sou interdisciplinar e indisciplinada.
Abordo a vida sob diversos enfoques, inclusive a minha. Comento meus escritos, palestras, participação em congressos; posto temas para alunos, para pesquisadores e mais recentemente sobre meus estudos de Parapsicologia.
Faço crônicas sobre qualquer coisa que me interesse e um tanto do que escrevo, socializo, mas....nem tudo.
A vida já me ensinou muita coisa.
O que eu digo eu penso, mas nem tudo o que eu penso eu digo. Afinal, um blog é aberto ao público.

Não sou bruxa de viajar em vassoura, mas me deixo levar pela imaginação. !!!!!!!
                                                * * *










                                                                           
                           



domingo, 13 de fevereiro de 2011

SINIRA _ Personalidade Idealista

                                                    
           Onde estou nesta foto dos meados do século passado?
           Ali, bem presente, em gestação.

        
 Eu sou personalidade Idealista, desejada menino na gestação.
A mulher-esperada-menino falhou neste primeiro grande resultado ao nascer menina. É como se tivesse cometido uma gafe diante da platéia, e fica sempre o temor de repeti-la.
Segundo conclusões do Sistema Grisa de Parapsicologia, "[...] quando a gestante, pessoalmente ou por influência do marido e de outros familiares, deseja um menino, mas está gerando uma menina, ela se sente rejeitada e, durante a sua vida, esta mulher terá características resultantes desta programação Subconsciente".
Por isso, até que esse registro do subconsciente seja reprogramado, a mulher-esperada-menino continua ansiosa, insegura diante dos resultados, mesmo quando todos reconhecem sua eficiência e competência. E sempre tem medo de decepcionar. O mais grave desta programação de vida intrauterina é o fato de ela transformar-se em programação de culpa, e o pior é que o Ser Humano há milênios, tem programado no seu subconsciente  que “o culpado merece castigo”.
 As mulheres-esperadas-menino podem sentir uma profunda desconfiança das pessoas e do mundo. Pode muitas vezes se sentir injustiçada, tendo que defender ardorosamente os seus direitos. Tem hora que pode ser revoltada ou contestadora, mas não é o meu caso.
           Algumas características comportamentais e afetivo-emocionais são acentuadas porque fui muito desejada menino. A expectativa era muito grande.
Estas características podem permanecer latentes e só aflorarem na puberdade ou na adolescência. Os bloqueios sociais que advêm disso podem ser minorados pelo carinho e compreensão de um companheiro sensível e afetuoso, paciente e incentivador.
Segundo a Sexologia, em compensação, a mulher-esperada-menino, pode ser mais arredia à iniciação sexual, mas possui um índice mais elevado de testosterona, hormônio masculino e encontra maior realização sexual do que qualquer outra com bom índice de progesterona. É a Lei do Equilíbrio e da Harmonia.
Fui esperada do sexo oposto, porém fui aceita com o sexo que nasci, e tanto é verdade que fui muito bem criada e cuidada como o restante da prole.
Se temos programações negativas poderosas, também poderemos produzir programações positivas, construtivas e até curativas tão poderosas ou mais.   E nisso estou me especializando, cursando uma pós-graduação em Parapsicologia Sistêmica para meu autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e para ajudar outras pessoas.
Segundo GRISA (2006), "o Ser Humano não é conduzido por um futuro fatalista. O futuro está nas mãos de cada um e poderá ser traçado a partir do período de gestação. A pessoa sempre poderá mudá-lo, ao longo de toda sua existência".
Terei muito o que comentar, isto é apenas o início   desta conversa.
Tem muita coisa boa e outras, nem tanto, para serem focadas. O importante é que estou me reprogramando com sucesso.
Continuo a qualquer hora 

Não fui programada para ser a “companheirinha da Mamãe” e nem para ser companhia para as maninhas que me precederam.
De boa índole, fui crescendo com a programação de não “incomodar ninguém” e de ser boazinha. Desempenhei três dos papéis típicos dos idealistas, conforme as circunstâncias.  
Sempre tive que me estribar para mostrar o meu valor ou ficaria sufocada entre outras quatro irmãs. Eu não era nem das duas primeiras que eram mais importantes e autoritárias, nem das duas mais novas que necessitavam de mais cuidados. Era a do meio entre cinco. Não estou me queixando, pois acho até que foi vantagem.
Nunca fui revoltada, nem isolada. Sempre me comuniquei muito bem, com bom humor. Fui prestativa a quem me solicitava e me saí bem sucedida em vários empreendimentos.
A identificação das personalidades Pragmática e Idealista permite que a estrutura dos relacionamentos humanos apareça com impressionante vigor.
      Generalizando...
As personalidades Pragmática e Idealista podem, não só ser influenciadas e marcadas pelas Programações Culturais Milenares, Programações de seus antepassados, Programações de Vida Intrauterina e do Processo de Nascimento, como podem ter suas características fortalecidas ou amenizadas, diminuídas ou intensificadas por influência do meio, segundo o contexto em que o indivíduo se insere.
Percebo que não preciso me deixar levar pelos impulsos do meu  Subconsciente. Estou tentando reprogramar o que é negativo na minha  maneira de ser, sentir e agir. Confio na minha capacidade, me sinto mais segura, e estou melhorando minha autoestima.

Até mais...

 * * *
Outras constatações



O casamento dos meus pais era de ótima qualidade, mas minha mãe trazia em seu subconsciente o registro de muitas programações negativas em relação a homem, transmitidas por sua mãe, que por sua vez herdou também de sua mãe, durante a gestação. Minha bisavó teve 13 filhas mulheres e só 5 homens e nem todos sobreviveram.


Com isso minha mãe teve cinco filhas e algumas podem ter herdado congenitamente as programações negativas sobre homem, filhos e casamento. Há quem tenha uma programação de que "Mulher não pode confiar nem contar com homem algum". "Mulher tem que se virar sozinha". "Mulher precisa ser forte para sobreviver". Com isso, também estas mulheres não concebem filhos homens. Há ainda as que afirmam: "Homem não presta.... homem mais incomoda do que ajuda". "Casamento é mais problema do que solução". "Os homens são todos iguais, só mudam de endereço". E suas filhas sendo geradas, vão registrando estas afirmações no subconsciente.


Do ponto de vista biológico, é inegável que o sexo dos filhos é definido pelo pai, pois o homem fornece o espermatozóide Y ou X, que define menino ou menina. Porém, a Parapsicologia afirma que quem determina o sexo dos filhos é o subconsciente da mãe, ao selecionar o espermatozóide para fecundar o óvulo.


Já que prometi, aí vai a continuidade do tema, fruto de meus atuais estudos:

 Programações de Vida intrauterina
Conforme ressalta Grisa, (2006, p. 155) “O subconsciente da criança é programado segundo o que a gestante pensa, sente, imagina, deseja e vivencia, pois é um ser só com a mãe no período de gestação Tudo se registra no subconsciente do filho que é gestado”.. É a Lei Fundamental que rege as Programações de Vida Intrauterina.
O bebê consegue distinguir afeto ou rejeição, já compartilha os sentimentos diretos da mãe e do ambiente externo, naturalmente não consegue interpretar as palavras, mas já consegue distinguir sentimentos (medo, angústia, depressão, rejeição, amor, carinho, paixão, afeto, etc.).
A mãe passa ao embrião e posteriormente ao feto informações mentais através de seus sentimentos.
       São claras as evidências de que situações traumáticas ou estressantes sofridas pela mulher quando da sua gravidez se transmitem ao feto e que a vida intrauterina é determinante na saúde e no bem estar do futuro ser.
       
A ordem de nascimento e o lugar na linhagem familiar foi fator determinante de minha personalidade.
Como terceira filha sou classificada como IDEALISTA.
Cito características de minha personalidade idealista:
Otimismo, fé, persistência.
Sou intuitiva, imaginativa, sentimental, sonhadora, solidária, intelectual, pensadora, empreendedora, esforçada e criativa. Em algumas vezes até passional.
Quero melhorar tudo ao meu redor. O idealista está sempre tentando reconstruir e movimentar o mundo.
Quando estou triste, fico muito triste, quando estou feliz, fico muito entusiasmada.
Enxergo oportunidades que ninguém mais vê.
Gosto mesmo é de inovar e estou sempre criando novas oportunidades.
  
Cito características da Personalidade Pragmática, que assumo em certas circunstâncias e a seguir explico porque as desenvolvi:
Determinada, racional, lógica, sensata, objetiva, prática, trabalhadora, realista, funcional e executiva.
Sou a terceira filha entre cinco irmãs, portanto, mais do que simplesmente a filha do meio, quando se trata de três irmãos. O meu caso se acentua mais porque sou “espremida”, entre cinco do mesmo sexo e muito, muito mesmo, esperada menino.
Eu tinha tudo para ser zero. Mas não foi o que aconteceu. Não me sujeitei a ficar “pressionada” entre as demais manas numa timidez ou rebeldia ou ainda viver no anonimato.
Sempre fui leal, discreta e reservada, traço de minha personalidade, acostumada a não ser o alvo de atenção, em função da minha posição familiar. De contínuo fui muito cordata, nada interessada em confrontos e conflitos, estilo diplomática; era a negociadora que tentava manter a paz...



É um pouco difícil apontar os traços de personalidade do filho do meio, porque depende muito dele próprio se acomodar e amargar decepções ou reagir, estribar-se e enfrentar a vida. De todo modo esta minha aterrissagem afetou minha vida de infinitas maneiras.
Como filha do meio, procurei inconscientemente não mais decepcionar, pois não nasci do sexo esperado e, de cara, decepcionei a plateia. Mas cresci agradando, pois era mansa enquanto menina.
Tive que me esforçar para mostrar o meu valor e meus talentos. Mostrei a tendência de ser equilibrada e forte nos revezes da vida.
Com isso me fiz uma empreendedora talentosa, uma PRAGMÁTICA FUNCIONAL em certas circunstâncias.  Procurei ser diferente (única da família a torcer pelo Flamengo). Sou rebelde no que diz respeito às convenções.  E mais, sou incapaz de executar uma receita de bolo, por exemplo, sem alterar alguma coisa.
É normal o filho do meio sair cedo de casa, e foi o que aconteceu comigo. Aos 10 anos, para estudar, fui morar com meus avós maternos, que muito me mimaram. Lá eu era rainha e soberana, e este fato me preencheu a necessidade de pertencimento que acomete os filhos do meio.



    E alguns defeitos como insegurança surgem muitas vezes.
Hoje minha parapsicoterapeuta  ( ou seja minha orientadora ) me fez ver que nasci para congregar, isto é o que importa.


Algo a acrescentar:

Conforme Grisa, definidos os pragmáticos da família, (primeiro filho homem e primeira filha mulher de um casal) todos os demais são idealistas. Eis as características do idealista:
Subjetivo, criativo, planejador, teórico, indeciso, tolerante, compreensivo, procrastinado, explosivo, introspectivo, emotivo, empolgado, paciente, contido, impulsivo, sensível, curioso, sonhador, altruísta, carinhoso, ingênuo, inconstante e imaginativo.
O indivíduo classificado como idealista sente necessidade de valorização, de ser especial, de apoio e de aprovação; precisa de  agenda; age pelo entusiasmo,  pela urgência e última hora




domingo, 7 de novembro de 2010

Homenagem aos "Amigos da História"

Aniversário do Programa "Nossa história - 8 anos"

AO VIVO dia 06/11/2010 no Canal da Música - Rua Julio Perneta 695 - Mercês - estúdios da rádio am 630 e TV Educativa.
                                                                                                                                                                                                                                     Jornalista Zélia Sell

O Programa Nossa História na festa de seu oitavo aniversário realiza “Homenagem aos Amigos da História” com medalha de Honra ao Mérito a algumas pessoas, entre as quais Sinira Damaso Ribas, que já participou seis vezes do programa nos últimos três anos.


Zélia Sell apresentou cada um dos homenageados que fizeram seu pronunciamento e tiveram a oportunidade de parabenizá-la pelo aniversário do programa e o brilhantismo com que o conduz.

►_Robson Caldeira, colecionador e pesquisador da Casa da memória da FCC de Curitiba, relata seus últimos trabalhos e peças colecionáveis.
►_Margarita Wassermann e seus 10 livros sobre "Curitiba": o belo trabalho de recomposição da memória curitibana: histórias da imigração e do cotidiano.

►_Liamir Santos Hauer, seus livros e a história da Praça Carlos Gomes (que teve dono).

           Toca: "parabéns crioulo" (todos cantam juntos)

►_Sinira Ribas e o resgate da história dos tropeiros, ícone da história do Paraná e Patrimônio Cultural da Humanidade. O Paraná tropeiro: nossa identidade.

►__Sergio Rosa e os livros reaproveitados na sua "LR Livros".

►_A Revista "História Catarina", única no setor no sul do Brasil e seu papel de pesquisa e publicação das pesquisas históricas.

(Cláudio Silveira, seu editor fala da revista e das edições da "Leão Baio").
► -   Bo Stridsberg - consultor ambiental sueco, hoje residindo em Curitiba.

► - Mônica Shiller Farias pesquisadora e astróloga falando sobre novas energias e a nova presidente do Brasil.

_Leitura das mensagens AO VIVO dos ouvintes, recebidas por ocasião do aniversário do programa. Mensagens dos homenageados.

_Agradecimentos a todos da RTVE e colaboradores, à família e a Deus.



Após a entrega das medalhas de Honra ao Mérito foi servido um um coktail fantástico.
    Medalha de Honra ao Mérito






      



O programa teve transmissão direta através da página:
www.livestream.com/Zeliasell  
                                                                    
                                                * * *

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

História do Porto de Cima e os meus Antepassados

                                  
 Porto de Cima - Paraná
Esta história me toca porque tem tudo a ver com meus antepassados  bandeirantes, mineradores e sesmeiros,  integrantes dos fundadores de Curitiba e com meus ascendentes alemães que chegaram em Rio Negro em fevereiro de 1829.
Porto de Cima era um antigo pouso de tropeiros, ao pé da Serra do Mar, localizado na estrada da Graciosa. Hoje é distrito do município de Morretes.
Sua história remonta ao início do século XVIII, com a garimpagem de ouro nos aluviões do rio Nhundiaquara.
            Os caminhos coloniais eram a única ligação entre o litoral e o planalto paranaense, em meados do século XVII. Por eles subiram os predadores de índios, os buscadores de ouro e os homens que povoaram os Campos de Curitiba e os Campos Gerais. E entre eles alguns meus antepassados.

 
           O povoado de Porto de Cima teve seu apogeu em decorrência dos engenhos da erva-mate e, nas últimas décadas do século XVIII, passou a ter grande importância econômica como entreposto comercial entre o litoral e o planalto do futuro Paraná. Pelo rio se fazia o transporte entre o litoral e o planalto. Também foi ponto de acomodação de açorianos. Eram famílias distintas, herdeiras dos costumes das ilhas, gente com espírito desbravador. 
Em 1820 Saint-Hilaire desceu o planalto para o litoral e descreve algumas passagens por Morretes e Porto de Cima: “Ao chegar ao Porto eu me vi em outra atmosfera e o calor muito mais forte do que nos arredores de Curitiba e nos Campos Gerais”.
Na primeira metade do século XIX, a região, devido às facilidades de transporte oferecidas pelo rio, passou a abrigar engenhos hidráulicos de beneficiamento de erva-mate. Com o crescimento populacional da localidade fez-se necessário ampliar a capela.
 A transferência dos engenhos ervateiros para o planalto e a construção da ferrovia ligando-o ao litoral vai esvaziar economicamente o Porto. 
A igreja de São Sebastião, erguida na praça principal de Porto de Cima, revela externamente as duas etapas de sua história, pois na ampliação feita no século XIX, a antiga e diminuta construção passou a ser a capela-mor da igreja. Ela tem, até hoje, duas fachadas.
Dou importância ao local pelo fato de fazer parte do trajeto percorrido pelos meus ancestrais alemães, chegados em Rio Negro em fevereiro de 1829.
De Paranaguá até Porto de Cima, os imigrantes subiram pelo Caminho da Graciosa, fizeram alguns pernoites, repousaram e dali em diante, fizeram o trajeto pelo Caminho de Itupava. Certamente oraram na Capela de São Sebastião do Porto de Cima.
Pouco antes da chegada dos alemães, a Capela da Estrada da Mata - hoje Rio/Mafra, recebeu casais de açorianos, provindos do Porto de Cima.
Do Porto de Cima para se chegar a Rio Negro, passava-se pela Lapa.
A morada temporária dos açorianos pelo Paraná legou-lhe o prato que o representa:  o Barreado.
Algo mais:
Barreado 
Único em todo o Brasil, é testemunha do costume açoriano de “barrear” a tampa com grude de farinha e água, descer a panela amarrada com cordas até o centro de vulcões inativos para cozinhar, carnes temperadas com especiarias. Barreada e enterrada na areia de nosso litoral, a panela de barro abriga até hoje, a herança portuguesa.

Caminho da Graciosa
           Este caminho foi trilha dos indígenas que desciam a Serra do Mar para mariscar no litoral e depois subiam na época do pinhão.
        Teve o início de sua construção entre 1625 e 1654.

O caminho do Itupava

O Caminho do Itupava é uma trilha histórica aberta por índios e mineradores e calçado com pedras por escravos para ligar Curitiba a Morretes no Paraná. Mostra a grande beleza cênica da mais rica floresta tropical úmida do Brasil. Durante mais de três séculos os caminhos coloniais foram a única passagem da costa para o planalto, dando posteriormente origem às rodovias e ferrovia, que possibilitaram o desenvolvimento do Estado do Paraná.

                                                                              * * * 

domingo, 12 de setembro de 2010

Coisas que a vida ensina depois dos 40

                                                      * * *
NUNCA É TARDE...

Coisas que a vida ensina depois dos 40


Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você. 
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. 

Uma lembrança é uma preciosidade!
             Mamãe Alice e bisnetos      1986

Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.
Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...


Vovó Manoela e bisneta Daniela   1976

Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
© Artur da Távola - 1936/2008


Perfeito !!!!!
                                  * * *

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Rio Itajaí do Norte. Papanduva

                                                           * * *



Rio Hercílio ou Itajaí do Norte é um dos afluentes do Itajaí-Açú. Nasce em Papanduva SC na localidade de Queimados, divisor de águas.




Conhecemos simplesmente como rio Itajaí, que descamba para o leste em saltos espetaculares, se espraia no “Terreiro de Pedra”, forma um grande vale, banha cidades e deságua no Oceano Atlântico. Próximo à sua foz localiza-se o porto de Itajaí, o mais importante do Estado.






Na localidade de Queimados, encontra-se a nascente do Itajaí-Açu, o ponto mais distante da foz do mais famoso rio de Santa Catarina.


A nascente é um local de preservação permanente e merece cuidados.
A preservação e a recuperação das nascentes dos nossos cursos d´água não são apenas atitudes que satisfazem a legislação , mas são, acima de tudo, ações concretas em favor da vida, desta e das futuras gerações em nosso planeta.


A bacia do Itajaí-Açu situa-se no leste de Santa Catarina compreendendo a região de planalto e litoral numa área de 15.000 km2, ocupando 16% da área do Estado.


Papanduva é um divisor de águas.
As águas papanduvenses, de um lado correm para leste à Bacia do Atlântico Sul e de outro lado, vão para a Bacia do Prata.


                
                       Papanduva
Fonte: http://www.eps.ufsc.br/disserta98/ely/cap3.html

Em Papanduva vários rios correm para o Itajaí, como exemplo: rio Iraputã, rio Guarani, rio Bonito, rio Pratinha e rio das Pedras, com cachoeiras espetaculares.

Curiosidade:
O rio Bonito, afluente do rio Iraputã, que, por sua vez, é afluente do Itajaí do Norte ou Hercílio, tem sua nascente  localizada no município de Papanduva, na Serra do Espigão, a 1100 m de altitude (divisa com o município de Rio do Campo). Da longínqua nascente do rio Bonito até o rio Itajaí Açu têm-se 168 km e até a foz, 334 km.

                                                 Cachoeira Rio Iraputã

A bacia hidrográfica do rio Itajaí está situada no domínio da Mata Atlântica, jóia da natureza que pede melhor preservação.


Estudante! Procure conhecer e explorar melhor Papanduva.
Ninguém ama o que não conhece.


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Tropeirismo no Planalto Norte Catarinense





I Gincana Cultural – Projeto “O Legado do Movimento Tropeiro” realizado pela UnC – Campus de Mafra - 2010
A Gincana teve início no mês de maio e faz parte do projeto de pesquisa que visa levantar o legado sócio-cultural do movimento tropeiro ao longo do antigo caminho no trecho do município de Mafra ao município de Papanduva tendo como tema O Tropeirismo. Sob a coordenação do professor Sandro Moreira, o projeto teve seu início no final do ano 2009 e encerrado no mês de setembro 2010 com o lançamento de um livro, incluindo o material coletado na Gincana Cultural.
O projeto tem apoio da Fundação Catarinense de Cultural através do Edital Elisabete Anderle, do Estado de Santa Catarina e da Universidade do Contestado

Onde eu, Sinira entro nesta história?

Uma equipe da gincana me pediu ajuda, o que atendi prontamente.
Enviei 5 “causos” de tropeiros para o pessoal.
E ganhamos o primeiro lugar.

Recebi o resultado por e-mail:
De: "prof.cinthia@gmail.com"

12/08 2010
Olá Sinira
Agradeço a sua ajuda de causos. A equipe com que colaboramos ganhou em 1º lugar, saiu hoje o resultado.
Abraços,
       Cínthia
Quais os “causos” que enviei?
* Tropeiros perecem no Passo Ruim
* O Tropeiro, o índio e da onça
* O Tropeiro e o Corisco
* Tropeiro Alemão
* Resquícios do Tropeirismo em Papanduva


Entregue a premiação da I Gincana Cultural – Projeto “O Legado do Movimento Tropeiro” realizado pela UnC – Campus de Mafra

Na segunda quinta-feira (12) do mês de agosto de 2010, o Espaço do Pátio da Pedra recebeu para premiação as equipes vencedoras da I Gincana Cultural – Projeto “O Lageado do Movimento Tropeiro”.

As equipes que participaram da Gincana coletaram o material através de entrevistas com pessoas moradoras na região compreendida do projeto de pesquisa.

Na Categoria ensino médio a equipe vencedora foi Caçadores de Histórias 2 da Escola de Educação Básica Professora Paula Feres composta pelos alunos: Diego Patrick Ferreira de Moraes, Anderson Kalisky, Fabiano Goes Lucas, Camila Padilha, Gilmar Wengrnovski.

Na categoria ensino superior a equipe vencedora foi a Caçadores de Cultura do Curso de Ciências Biológicas da UnC, Campus de Mafra composta pelos acadêmicos: Adriana Cristina Goldbach, Ricardo Smaga, Ana Carolina Zieskowski, Luciano Valério Junior.
               Valeu moçada!






                * * * * * * *


             Resquícios do Tropeirismo em Papanduva


         A força do passado tropeiro está expressa em muito do que se faz, festeja e se diz nestas paragens.
        Sabemos que Papanduva nasceu em função do tropeirismo no século XVIII.

         As “Cocheiras de Papanduva”, local escolhido como ponto de falha e paragem de dias para o descanso, tanto dos tropeiros quanto das tropas, está no fato da geografia da região se constituir numa planície com pasto farto, o que possibilitava a recuperação, a ronda e a segurança dos animais.

       Algumas provas a mais: desde o centro da “Villa” até confrontar com São Tomaz, se localizava o “Quarteirão da Ronda” hoje Rondinha, no “alto plano” da cidade de Papanduva.
        O termo RONDA, significa serviço de vigilância às tropas nos pousos ou sesteios.

       O local da ronda era o lugar de recostar os animais, onde o gado bovino, eqüino ou muar serenava, encontrava bom pasto e permanecia sob a vigília constante dos tropeiros que, por exemplo, da meia noite em diante, se revezavam no cuidado, com tarefas sincronizadas. A cada seis horas trocava-se o quarto de ronda, com novos vigilantes. É termo tropeiro para descrever o tempo em que cada peão vai permanecer em vigilância. Quarta de ronda noturna significa meio turno de serviço.

        Durante a noite, os tropeiros da vigília ficavam ao redor dos animais controlando, assobiando para acalmá-los, cuidando da tropa para que não estourasse. Mas para tal, acendiam um fogo, a certa distância do gado e, ao seu redor faziam seu "quarto de ronda", isto é, substituíam seus companheiros de observação e guarda da tropa. Ao redor do fogo, corria a roda de mate, cantavam, se lastimavam, faziam planos e contavam causos. Era muita responsabilidade.

         Mais um nome que nos remete ao tropeirismo: Rodeio.
       Um tanto dos animais que passava por Papanduva e se demorava dias degustando o capim Papuã, ficava aproveitando um outro pasto e ali mesmo se fazia o rodeio para ver a quantas andavam os plantéis, como ia sua recuperação e condição de prosseguir viagem.
       Rodeio era o Lugar onde se reunia os animais para contar, examinar, dar sal ou curar, tudo tarefas que faziam parte de uma tropeada. Temos até hoje a localidade de Rodeiozinho, como extensão da cidade de Papanduva, distante 5 km da sede.

          Na baixada da cidade temos o “Barro Preto”, bairro cujo nome foi mudado para São Cristóvão, tudo bem, mas aquele era um local desviado pelos tropeiros porque a fama era de que ali poderia se enterrar uma mula e sabemos que até hoje não há pavimentação que se sustente na avenida de barro negro pegajoso. Por isso as tropas chegavam pelo Rio da Prata, e Lagoa Seca. Ainda existem os sinais desse “Caminho das Tropas”.

        Mais um lugar que remonta à época do tropeirismo é a Tuneira. O nome da localidade deve-se à existência, de um cacto, que os tropeiros chamavam de tuna. E a flor de tuna... Eram muitas as tuneiras ao longo do caminho naqueles ermos acima da serra do Itajaí.

Mula Campeira
Acervo fotográfico Sinira Ribas


      Quando as tropas saiam de Papanduva, logo se deparavam com o Passo da Cruz – local de morte de tropeiros e Passo Ruim, banhado por um afluente do rio São João.

        Antes de chegar a Papanduva, no sentido sul/norte, os tropeiros desciam a Serra do Espigão, passavam no Taquaral, Lageadinho, Rancho Grande, Rodeio Grande, Passa Quatro e rio Canoas meri (Canoinhas). Estes nomes remontam à época do tropeirismo, e ao Tropeiro, embrião de nossa história.

       Algo mais para se valorizar nesta história: muito mais que uma presença física, os tropeiros eram formadores de povoados e transportadores de cultura pelos caminhos com seu linguajar característico, costumes e sentimentos... Eles serviam de correios, prestavam primeiros socorros, levavam e traziam encomendas e notícias.

        Para enfrentar o frio, o transporte em montaria e as horas de viagem, a vestimenta tinha que ser bem confortável e quente – mais do que o poncho, as botas e a bombacha tornaram-se as roupas típicas dos tropeiros. Além disso, havia a guaiaca para carregar valores e o chapéu. Outros acessórios acompanhavam a figura de um verdadeiro tropeiro - uma garrucha, as bruacas para transportar utensílios, alimentos e ferramentas nos lombos das mulas, bem como o tirador - proteção de couro para o laço não rustir a bombacha.

       Para ser respeitado, um tropeiro precisava ser hábil em encontrar reses extraviadas e trazê-las de volta ao rebanho.

     A história do Tropeirismo é a verdadeira história da colonização de Papanduva em lombo de mulas. Uma colonização de quase dois séculos que teve por base a existência do precioso pasto Papuã, da água abundante e da figura deste homem original, valente e nômade - o tropeiro.

                                       * * *

                  Tropeiros, o índio e a onça

“Causo” verídico.

Sinira Damaso Ribas

        Esta história foi-me relatada por Valdomiro de Lima, morador de Papanduva, bisneto do tropeiro estafeta Manoel Vicente de Lima. O conto foi passando de pai para filho.

O fato era contado pelo próprio Manoel que vivenciou este drama no final do século XIX.

Uma tropa havia pernoitado em Papanduva e se dirigia para a região de Mafra.

Logo que os viajantes atingiram o Passo Ruim e seguiam tropeando no tranco costumeiro, perceberam que passou rente a eles, como uma flecha, um índio, em corrida desabalada e entrou no mato.

A seguir, logo atrás, passou também em formidável velocidade, uma onça suçuarana no encalço de sua presa. No momento imediato, escutaram vindo da mata próxima, à beira da tortuosa picada, os gritos lancinantes do silvícola que foi abatido pela fera. Todos, tropeiros e animais, se quedaram chocados.

E assim era.........

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                                 O Tropeiro e o Corisco


                                                                        Sinira Damaso Ribas


A descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiões da terra. É um tipo de eletricidade e quando acontece temos um quadro de rara beleza, apesar dos perigos e acidentes que o mesmo pode provocar.
É bem aí que começa a nossa história, na descarga elétrica de um corisco. Resta, agora, descrever os personagens principais de nosso conto: tropeiros, mulas, nuvens de tempestade, vento e raio.
Início de junho... Céu cinzento com raras nesgas de azul, poucas árvores, uma grande extensão de campos cobertos de grama nativa e muitos arbustos. Eram os altiplanos catarinenses.
Mais uma comitiva de tropeiros saíra de terras paulistas, num outono no final do século XVIII, rumo ao sul para buscar mais uma tropa de mulas para vender na feira de Sorocaba. Já atravessara mata fechada, vales, rios, clareiras, esplanadas, restingas, os Campos Gerais, banhados, planaltos, planícies, faxinais, por último a serra do Espigão e chegara aos campos de cima da Serra.
O frio fora impiedoso nas semanas antecedentes, mas nos últimos dias o veranico de maio aumentou um pouco a temperatura. Nesta tarde fatídica fazia um calor mentiroso, prenuncio de tempestade.
No final da tarde, o vento, acompanhado das nuvens, prometia chuva. Apesar dos trovões e os relâmpagos que riscavam o céu a comitiva prosseguia a viagem no tranco costumeiro.
Um dos tropeiros é o herói de nosso conto, alguém que liderava com maestria a tropeada. Apesar de não demonstrar que prestava muita atenção no tempo, estava preocupado porque nuvens cor de chumbo prenunciavam algo iminente. E desabou um temporal!
A tempestade aumenta com corisco após outro cada vez mais forte serpenteando o céu. As mulas empacam, viram o traseiro para o lado da chuva e não vão adiante, enquanto a água lhes escorre na cara. Os tropeiros se abrigam embaixo das capas e do chapéu. A cada passo um trovão, som forte provocado pela expansão do ar aquecido por raios.
Relâmpagos com intensa luminosidade aparecem nos caminhos por onde os coriscos passam. Raios provocam curto-circuitos das nuvens para a terra e passam correntes elétricas de milhares de amperes.
Chegam a uma elevação do terreno e subitamente acontece a tragédia: Um corisco fulmina o tropeiro líder da tropeada e a sua montaria.


Por este motivo este lugar ficou conhecido como Serra do Corisco. Perto dali passava o rio Correntes.
Esta localidade hoje é chamada
de Santa Cecília. Em 1874 foi elevada a categoria de "freguesia” com a denominação de Rio Correntes, subordinada ao município de Curitibanos e em 1891, foi transformada em Distrito com o nome de Santa Cecília do Rio Correntes.
A transformação em Município de Santa Cecília-SC ocorreu em 1958.

Esta História foi-me contada, há mais de 50 anos, por minha avó Manoela Haas Furtado, descendente da família Granemann/Haas, nascida em 1892 em Santa Cecília.

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CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA E XAMÂNICA

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