quinta-feira, 15 de março de 2012

PROGRAMA NOSSA HISTÓRIA - NOVA PARTICIPAÇÃO

Tema: HISTÓRIAS DO CONTESTADO

Neste fim de semana de 17 e 18 de março - 2012 a Rádio E Paraná apresenta o primeiro de uma série de programas sobre o Contestado.
Minha participação desta vez foi sobre  "Mulheres do Contestado"



A jornalista e mentora do programa ,  Zélia Sell introduziu o tema falando que "no Brasil, entre os inúmeros movimentos de resistência está a Guerra do Contestado. Comparada a Canudos - lamentando-se tão somente não ter havido um Euclides da Cunha para narrá-la-, a Guerra do Contestado ocorreu no início do século XX (1912 a 1916) e foi uma disputa de terras - 48 mil quilômetros quadrados - entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Neste ano de 2012 o episódio completa seu centenário e novas pesquisas vem à tona e, como a história, que se refaz a cada dia, novos aspectos são revelados".
Fui uma dos convidados para rememorar o episódio nessa série de discussões sobre o tema.

        Meu companheiro do programa Gehad Ismail Hajar, pedagogo, pesquisador e membro do Instituto Histórico e do Centro de Letras do Paraná, trouxe novas informações sobre o conflito e discutiu aspectos jurídicos sobre a questão das terras contestadas.
A mim, coube, mais uma vez discorrer sobre o papel da mulher na Guerra do Contestado.
 
        Há dois anos já falei sobre Maria Peters da Silveira, minha bisavó paterna, como protagonista da população civil no confronto entre militares da República e colonos revoltosos na referida guerra, palco do mais violento e prolongado movimento armado da história do país.

Hoje retomo o tema, mas falando de uma cabocla valente, integrante de grupos de revoltosos, a famosa CHICA PELEGA, a Guerreira de Taquaruçu.

                            Foto - Revista História Catarina                     
      
            
         Taquaruçú era um reduto dos fanáticos na Guerra do Contestado, no planalto catarinense. Localizava-se no município de Curitibanos, divisa com Campos Novos.
             A história da nossa heroína começa com a vinda dos seus pais do Rio Grande do sul e sua instalação como posseiros numa área no vale do rio do Peixe, nas terras contestadas pelo Paraná e Santa Catarina.  Não tinham filhos e com isso não tiveram dificuldades para desbravar seu chão e construir um rancho. Ali viviam da lavoura por bom tempo.
            Quando ouviram falar que perto dali seria construída uma estrada de ferro, imaginavam que a situação iria melhorar, porém, enganaram-se.
O que mais infelicitava o casal era o fato de não terem filhos, até que alguém lhes falou nos milagres de “São João Maria”. Procuraram então um local onde o santo monge havia pernoitado por três dias e tomaram pedaços de carvão dos restos da fogueira do eremita e fizeram dois patuás para serem carregados pelo casal esperançoso, na fé, de que teriam um filho.
Pouco depois o milagre aconteceu e Francisquinha ficou grávida, ao mesmo tempo em que suas lavouras prosperavam.
             O bebê, uma menina, veio ao mundo na roça à beira de um riacho, onde logo em seguida, mãe e filha se banharam. “Assim, nasceu em plena luz do sol e no contato direto com a terra, a robusta Francisca Roberta”.

            Chica, como era chamada, com o tempo, foi demonstrando a habilidade que tinha em tratar dos animais. Filha do sofrimento, da promessa e da fé, a partir dos dez anos desenvolveu habilidades paranormais e a fazer curas com ervas.   Com doze anos já era uma perfeita amazona.  Aos treze anos, “manejava a montaria e o laço como homem feito”.
         Sua fama de curadeira e habilidades em minorar sofrimentos, correu longe.    Certa ocasião, quando curava um animal agonizante conheceu Zico,  filho de  fazendeiro.
          Zico e Francisca Roberta começaram a namorar. Dançaram no baile de inauguração da ferrovia que traria o “progresso” para a região.
           Chica e Zico construíram uma casa 5 km longe do local em que passaria a ferrovia a qual tinha como dono o americano Percival Farquhar, que fundara a Brazil Railway Company. A obra compreendia os trechos entre os rios Iguaçu e Uruguai, seguindo pela bacia do Rio do Peixe e  foi um dos pivôs da Guerra do Contestado. Para explorar a madeira ao longo da linha, os americanos criaram a Lumber com duas enormes serrarias. Foi o maior empreendimento ferroviário-extrativista da America Latina. Na verdade a companhia americana ganhou do governo brasileiro a concessão de tirar a madeira por 30 km ao longo de toda a estrada de ferro e ainda o direito de vender as terras a  emigrantes estrangeiros.
 Capitão Palhares, cruel e sanguinário, era o homem de confiança da empresa americana e se constituía na autoridade responsável por aquela faixa da linha férrea. Os homens, comandados por Palhares, começam a invadir as propriedades próximas à linha de ferro (cerca de 15 km de cada lado da estrada). Passaram a expulsar a qualquer custo os antigos moradores e posseiros que viviam do trato da terra e extração de erva-mate.
Os noivos de nossa história estavam prestes a se casar quando surgem os capangas do Capitão, e matam Zico e botam fogo na casa que abrigaria em breve o novo casal. Mataram inclusive o pai da moça.
 Francisca Roberta e sua mãe voltavam da lavoura quando se depararam com o triste quadro. “Então, ao mesmo tempo houve um só grito, um só pavoroso urro arrancado de duas gargantas, e caíram ambas de joelhos junto aos corpos contorcidos. Uma cena horripilante, de um realismo brutal.”
Enquanto isso surge na região mais um eremita que praticava curas e rebanhava crentes ao seu grupo. Pregava a fé em São Sebastião, no Espírito Santo e se dizia herdeiro dos dons de São João Maria.Os camponeses que tinham perdido o direito às terras, peões ervateiros que se viram sem trabalho e os trabalhadores que foram demitidos pela conclusão em 1910, da companhia da estrada de ferro decidiram, então, ouvir a voz do monge José Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade.
Era 1912, Francisca Roberta participou de uma festa na localidade de  Taquaruçu sob a liderança do Monge José Maria.  A paranormal Chica teve ali a pré-cognição da missão de curar que teria pela frente e passou a acompanhar o grupo dos caboclos revoltosos porque também fora vítima de espoliação.

Não nos cabe aqui tecer comentários sobre as causas, embates e consequências dos conflitos do contestado.
Nosso foco é a enfermeira e guerreira Francisca.
Para o local do acampamento dos revoltosos seguiam muitas pessoas em busca de bênção e de cura. Chica era agora peça indispensável, pois cuidava muito bem dos doentes que procuravam o Monge. Tão bem, que começou a receber presentes dos romeiros, dentre eles um cavalo e uma mantilha de lã felpuda como um pelego. Ela saía em disparada pelos campos serranos com seu cavalo e com essa matilha e os longos cabelos que esvoaçavam ao vento. Por causa disso, o povo começou chamá-la carinhosamente de Chica Pelega.
Chica continuava com sua missão de cura nos acampamentos de fanáticos. Ganhara um cavalo de boa linhagem de um chefe dos rebelados e sempre era vista, saindo em disparada pelos altiplanos catarinenses em suas incursões solitárias.
  Seguidamente mais uma batalha. Os caboclos revoltosos lutavam com a força de São Sebastião, já os soldados, lutavam com a força da metralhadora que a tudo atingia.
            Um dos bandos de fanáticos andava com Chica Pelega, que se tranformara, além de enfermeira, numa guerreira valente que enfrentava o inimigo com ânimo e coragem dando incentivo aos seus companheiros, muitas vezes famintos e desanimados. Sabia manejar com maestria a corda e o facão. Quando em luta, Chica emitia um estridente grito de guerra e de seus olhos saiam chispas luminosas de indignação.
        O compositor do Contestado, Vicente Telles, mais tarde, cantava:
          “Quem viu Chica Pelega viu chispas de raio clareando o sertão. (...)
          Quem viu Chica Pelega viu fogo no céu e viu sangue no chão”.

Quando de volta ao Taquaruçu, Chica Pelega cuidava dos doentes, costurava, ajudava a erguer os casebres e participava dos salmos.
Continuava trabalhando muito no arraial, até que os chamados jagunços mudaram-se para o reduto de Caraguatá, sob o comando de outra guerreira – a “Virgem Maria Rosa”, deixando somente os enfermos, velhos, mulheres e crianças. Chica ficou, também para cuidar de sua mãe doente.
E aí, em 8 de fevereiro de 1914, acontece o chamado “massacre de Taquaruçu”, porque os militares, mesmo sabendo que o reduto estava desguarnecido, incendiaram os inúmeros barracos e descarregaram suas armas sobre pessoas indefesas.  Todas iam caindo numa verdadeira chacina. Eram granadas explosivas, metralhadoras e obuses. Demoliram, incendiaram, mataram e destruíram a cidade santa. Ao termino do ataque desabou uma chuva torrencial.
“Chica Pelega estendia-se no lodo com o corpo crivado de balas”.
Acabava ali a vida de uma grande mulher, “a filha da terra e irmã da floresta”, a verdadeira heroína do Contestado.
Conforme Vasconcellos
“Um pouco antes do cessar-fogo, quando inda haviam bombas estourando e cerrados estampidos sacudindo a noite, ouviu-se, com terna sonoridade, uma canção de ninar. Uma voz de embalo morno e suave a contrastar com os ásperos ribombos. E então se viu, no relance de um clarão, a mãe de Chica Pelega sentada na lama com a ensanguentada cabeça da filha no colo. Alisava-lhe a cabeça e cantava com doçura, indiferente aos estouros dos obuses, a sua velha canção de ninar”. ( VASCONCELLOS, Aulo Sanford, 2002)


Ainda segundo depoimentos de um sobrevivente, a constatação de que a mãe da brava guerreira, “enlouquecera, em piedosa loucura, agarrada ao cadáver da filha”.
“Chica Pelega representa, mais que tudo, um emblema de luta. Independente de sua existência física; significa a indignada síntese de uma coletividade injustiçada.”
Para a posteridade, Chica Pelega como ícone entre as mulheres do Contestado, deixou como legado  uma herança cultural com uma lição de solidariedade, valentia e de bravura.
Subsídios em: Chica Pelega - A guerreira de Taquaruçu, de Aulo Sanford de Vasconcellos
Revista História Catarina 2 – jan./março.2007
 O Último Jagunço – Euclides Philippe. 1995

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Minha participação não parou aí 


Fui convidada por Zélia Sell a comentar sobre mais duas heroínas do Contestado, da população civil, também vítimas do conflito. Escolhi acontecimentos que enlutaram a minha terra natal - Papanduva.





                                        Mulheres do Contestado III e IV
Manoela Martins de Almeida Haas
Manoela Martins Haas Furtado
                                                                            
         Na herança cultural de cidadãos do Contestado consta uma das mais marcantes páginas já vivenciadas pela população papanduvense.
Trata-se do episódio chamado “Tomada de Papanduva”
* acontecido em 1914.
        Não vamos comentar aqui quais as causas ou os fatores religiosos, sociais, econômicos, antropológicos ou políticos que propiciaram o surgimento de conflitos na região contestada entre Paraná e Santa Catarina.
        Pretendemos somente recordar nefastos acontecimentos oportunizando estudo e reflexões acerca de fatos históricos na construção da sociedade regional.
          
        Para o momento selecionei duas mulheres que vivenciaram os horrores de ataques de fanáticos durante a Revolta do Contestado.
        Em 26 de agosto de 1914 o povoado de Papanduva foi completamente sitiado.Elementos revoltosos, comumente chamados de fanáticos depuseram as autoridades locais, assaltaram casas de comércio, mataram civis e tomaram conta do lugarejo pondo em polvorosa toda a população. A comunidade permaneceu nesta situação por três meses.
Aqui focalizo o drama vivido pela minha bisavó e por minha avó materna Manoela Haas Furtado.
Minha bisavó Manoela Martins de Almeida Haas, esposa de Francisco Martin Haas era nascida em São Paulo em 1868 e viera com os pais, viajando em lombo de burros, pela Estrada da Mata, instalar-se na localidade de Corisco, hoje Santa Cecília SC. Ela vinha em lombo de animais, mas acomodada no colo de um escravo alforriado e de muita dedicação à família.  Perdeu o pai, logo em seguida, mas foi muito bem criada pela mãe.     Casou-se com Francisco Martin Haas, com quem teve 18 filhos, sendo 13 mulheres e 5 homens.
Pouco antes da virada do século passado, pelo motivo de uma epidemia de lepra, a família teve que deixar Santa Cecília e o local escolhido foi Papanduva.
A vida continuou e tiveram a última filha, Teodora, em 1906.
Num dia fatídico de 1914, em pleno conflito do Contestado, a família soube que os fanáticos estavam se aproximando do lugarejo e que no caminho vinham matando adultos e crianças, atacando fazendas e armazéns em busca de víveres.
Mas, não sobrou tempo para nenhuma providência necessária. A família foi assaltada, a casa de comércio saqueada  e esta mãe teve a desdita de ver o seu filho Felipe Haas  ser alvejado em frente de casa. Tombou morto logo mais adiante perto da voltinha do rio Papanduva. Outro filho, Henrique Martins Haas conseguiu salvar-se embrenhando-se na mata adjacente. Os outros filhos adultos não se encontravam no local, com exceção de minha avó Manoelinha, que molestada por um fanático,  foi salva pelo chefe do grupo, Henrique Woland, o conhecido Alemãozinho e segundo ele, por ela ser loira e de olhos azuis, como ele próprio.
A família de meus bisavós teve que refugiar-se por três meses no sítio dos Rauen em Rio Negro, local onde hoje se encontra a Prefeitura de Rio Negro. Seguiram de carroça com os filhos menores, como Teodora, Miguelzinho, Guilhermina e  Luisa.
As filhas moças ficaram no povoado, porque somente as mulheres poderiam sair às ruas. Uma das manas registrou no Cartório de Papanduva, o falecimento do irmão Felipe Haas, casado há apenas 17 dias.
            Manoelinha já era casada com Amaro Furtado e tinha uma filha. Refugiou-se com todos os familiares do patriarca dos Furtado, na Colônia Lucena junto à família Ruthes.

Enquanto isso, os rebelados, em torno de 300, instalaram-se em barracas, no local onde hoje é o ginásio de esportes do Colégio Alinor Vieira Corte e o lugarejo continuava sob o jugo dos sertanejos revoltosos, com as autoridades depostas e com a população subjugada pelo medo.
Não me estendo comentando sobre outros embates e desdobramentos da questão do Contestado.
 
Comento somente sobre a angústia, o desassossego, e a dor destas mães que viam seus filhos expostos ou perecendo numa luta inglória como foi a Guerra do Contestado.
       Relatos destes embates se acham na obra de  minha autoria - Resgate de Memórias – Papanduva em Histórias.
O artigo “A Tomada de Papanduva”, registrei com maiores detalhes, neste local, numa postagem de dezembro de 2008
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·         João Alves da Rosa Filho. Combate do Irani. Curitiba, Pr Optograf, 1998


       

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Centenário de Jahyr Damaso da Silveira


             1912

1912 - Nesta época ocorreu a Primeira Guerra Mundial.
           Também o naufrágio do navio Titanic .

1912 - Marcou o Brasil com o maior conflito histórico: o início da Guerrado Contestado.
Chegava a Lumber a Três Barras
Nascia o Almanaque do Pensamento.

Uma gloriosa agremiação poliesportiva o Flamengo iniciou sua
atuação no futebol

2012 - Centenário de nascimento do escritor Jorge Amado, e por aí vai...

2012

Mas, o que saliento aqui é o centenário de nascimento  de um vulto cívico de Papanduva: Jahyr Damaso da Silveira.Tentei fazer uma biografia contextualizada situando este cidadão emérito em sua época, relacionando acontecimentos e lugares em sua conjuntura política, religiosa e social.

 A biografia de meu pai já publiquei neste blog em agosto de 2011, por ocasião do Dia dos Pais.

terça-feira, 5 de abril de 2011

MEU BLOG


Meu Blog

Aqui posto uma miscelânea de assuntos.
Interesso-me por diversos temas e de vez em quando abordo algum deles.
Mexo inclusive com Genealogia, com Educação, Economia, Política, Saúde, Antropologia, com a História do meu município e de meus antepassados e daí surge conto de tropeiros, indígenas, caboclos, imigrantes, jagunços e por aí afora.

Sou interdisciplinar e indisciplinada.
Abordo a vida sob diversos enfoques, inclusive a minha. Comento meus escritos, palestras, participação em congressos; posto temas para alunos, para pesquisadores e mais recentemente sobre meus estudos de Parapsicologia.
Faço crônicas sobre qualquer coisa que me interesse e um tanto do que escrevo, socializo, mas....nem tudo.
A vida já me ensinou muita coisa.
O que eu digo eu penso, mas nem tudo o que eu penso eu digo. Afinal, um blog é aberto ao público.

Não sou bruxa de viajar em vassoura, mas me deixo levar pela imaginação. !!!!!!!
                                                * * *










                                                                           
                           



domingo, 13 de fevereiro de 2011

SINIRA _ Personalidade Idealista

                                                    
           Onde estou nesta foto dos meados do século passado?
           Ali, bem presente, em gestação.

        
 Eu sou personalidade Idealista, desejada menino na gestação.
A mulher-esperada-menino falhou neste primeiro grande resultado ao nascer menina. É como se tivesse cometido uma gafe diante da platéia, e fica sempre o temor de repeti-la.
Segundo conclusões do Sistema Grisa de Parapsicologia, "[...] quando a gestante, pessoalmente ou por influência do marido e de outros familiares, deseja um menino, mas está gerando uma menina, ela se sente rejeitada e, durante a sua vida, esta mulher terá características resultantes desta programação Subconsciente".
Por isso, até que esse registro do subconsciente seja reprogramado, a mulher-esperada-menino continua ansiosa, insegura diante dos resultados, mesmo quando todos reconhecem sua eficiência e competência. E sempre tem medo de decepcionar. O mais grave desta programação de vida intrauterina é o fato de ela transformar-se em programação de culpa, e o pior é que o Ser Humano há milênios, tem programado no seu subconsciente  que “o culpado merece castigo”.
 As mulheres-esperadas-menino podem sentir uma profunda desconfiança das pessoas e do mundo. Pode muitas vezes se sentir injustiçada, tendo que defender ardorosamente os seus direitos. Tem hora que pode ser revoltada ou contestadora, mas não é o meu caso.
           Algumas características comportamentais e afetivo-emocionais são acentuadas porque fui muito desejada menino. A expectativa era muito grande.
Estas características podem permanecer latentes e só aflorarem na puberdade ou na adolescência. Os bloqueios sociais que advêm disso podem ser minorados pelo carinho e compreensão de um companheiro sensível e afetuoso, paciente e incentivador.
Segundo a Sexologia, em compensação, a mulher-esperada-menino, pode ser mais arredia à iniciação sexual, mas possui um índice mais elevado de testosterona, hormônio masculino e encontra maior realização sexual do que qualquer outra com bom índice de progesterona. É a Lei do Equilíbrio e da Harmonia.
Fui esperada do sexo oposto, porém fui aceita com o sexo que nasci, e tanto é verdade que fui muito bem criada e cuidada como o restante da prole.
Se temos programações negativas poderosas, também poderemos produzir programações positivas, construtivas e até curativas tão poderosas ou mais.   E nisso estou me especializando, cursando uma pós-graduação em Parapsicologia Sistêmica para meu autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e para ajudar outras pessoas.
Segundo GRISA (2006), "o Ser Humano não é conduzido por um futuro fatalista. O futuro está nas mãos de cada um e poderá ser traçado a partir do período de gestação. A pessoa sempre poderá mudá-lo, ao longo de toda sua existência".
Terei muito o que comentar, isto é apenas o início   desta conversa.
Tem muita coisa boa e outras, nem tanto, para serem focadas. O importante é que estou me reprogramando com sucesso.
Continuo a qualquer hora 

Não fui programada para ser a “companheirinha da Mamãe” e nem para ser companhia para as maninhas que me precederam.
De boa índole, fui crescendo com a programação de não “incomodar ninguém” e de ser boazinha. Desempenhei três dos papéis típicos dos idealistas, conforme as circunstâncias.  
Sempre tive que me estribar para mostrar o meu valor ou ficaria sufocada entre outras quatro irmãs. Eu não era nem das duas primeiras que eram mais importantes e autoritárias, nem das duas mais novas que necessitavam de mais cuidados. Era a do meio entre cinco. Não estou me queixando, pois acho até que foi vantagem.
Nunca fui revoltada, nem isolada. Sempre me comuniquei muito bem, com bom humor. Fui prestativa a quem me solicitava e me saí bem sucedida em vários empreendimentos.
A identificação das personalidades Pragmática e Idealista permite que a estrutura dos relacionamentos humanos apareça com impressionante vigor.
      Generalizando...
As personalidades Pragmática e Idealista podem, não só ser influenciadas e marcadas pelas Programações Culturais Milenares, Programações de seus antepassados, Programações de Vida Intrauterina e do Processo de Nascimento, como podem ter suas características fortalecidas ou amenizadas, diminuídas ou intensificadas por influência do meio, segundo o contexto em que o indivíduo se insere.
Percebo que não preciso me deixar levar pelos impulsos do meu  Subconsciente. Estou tentando reprogramar o que é negativo na minha  maneira de ser, sentir e agir. Confio na minha capacidade, me sinto mais segura, e estou melhorando minha autoestima.

Até mais...

 * * *
Outras constatações



O casamento dos meus pais era de ótima qualidade, mas minha mãe trazia em seu subconsciente o registro de muitas programações negativas em relação a homem, transmitidas por sua mãe, que por sua vez herdou também de sua mãe, durante a gestação. Minha bisavó teve 13 filhas mulheres e só 5 homens e nem todos sobreviveram.


Com isso minha mãe teve cinco filhas e algumas podem ter herdado congenitamente as programações negativas sobre homem, filhos e casamento. Há quem tenha uma programação de que "Mulher não pode confiar nem contar com homem algum". "Mulher tem que se virar sozinha". "Mulher precisa ser forte para sobreviver". Com isso, também estas mulheres não concebem filhos homens. Há ainda as que afirmam: "Homem não presta.... homem mais incomoda do que ajuda". "Casamento é mais problema do que solução". "Os homens são todos iguais, só mudam de endereço". E suas filhas sendo geradas, vão registrando estas afirmações no subconsciente.


Do ponto de vista biológico, é inegável que o sexo dos filhos é definido pelo pai, pois o homem fornece o espermatozóide Y ou X, que define menino ou menina. Porém, a Parapsicologia afirma que quem determina o sexo dos filhos é o subconsciente da mãe, ao selecionar o espermatozóide para fecundar o óvulo.


Já que prometi, aí vai a continuidade do tema, fruto de meus atuais estudos:

 Programações de Vida intrauterina
Conforme ressalta Grisa, (2006, p. 155) “O subconsciente da criança é programado segundo o que a gestante pensa, sente, imagina, deseja e vivencia, pois é um ser só com a mãe no período de gestação Tudo se registra no subconsciente do filho que é gestado”.. É a Lei Fundamental que rege as Programações de Vida Intrauterina.
O bebê consegue distinguir afeto ou rejeição, já compartilha os sentimentos diretos da mãe e do ambiente externo, naturalmente não consegue interpretar as palavras, mas já consegue distinguir sentimentos (medo, angústia, depressão, rejeição, amor, carinho, paixão, afeto, etc.).
A mãe passa ao embrião e posteriormente ao feto informações mentais através de seus sentimentos.
       São claras as evidências de que situações traumáticas ou estressantes sofridas pela mulher quando da sua gravidez se transmitem ao feto e que a vida intrauterina é determinante na saúde e no bem estar do futuro ser.
       
A ordem de nascimento e o lugar na linhagem familiar foi fator determinante de minha personalidade.
Como terceira filha sou classificada como IDEALISTA.
Cito características de minha personalidade idealista:
Otimismo, fé, persistência.
Sou intuitiva, imaginativa, sentimental, sonhadora, solidária, intelectual, pensadora, empreendedora, esforçada e criativa. Em algumas vezes até passional.
Quero melhorar tudo ao meu redor. O idealista está sempre tentando reconstruir e movimentar o mundo.
Quando estou triste, fico muito triste, quando estou feliz, fico muito entusiasmada.
Enxergo oportunidades que ninguém mais vê.
Gosto mesmo é de inovar e estou sempre criando novas oportunidades.
  
Cito características da Personalidade Pragmática, que assumo em certas circunstâncias e a seguir explico porque as desenvolvi:
Determinada, racional, lógica, sensata, objetiva, prática, trabalhadora, realista, funcional e executiva.
Sou a terceira filha entre cinco irmãs, portanto, mais do que simplesmente a filha do meio, quando se trata de três irmãos. O meu caso se acentua mais porque sou “espremida”, entre cinco do mesmo sexo e muito, muito mesmo, esperada menino.
Eu tinha tudo para ser zero. Mas não foi o que aconteceu. Não me sujeitei a ficar “pressionada” entre as demais manas numa timidez ou rebeldia ou ainda viver no anonimato.
Sempre fui leal, discreta e reservada, traço de minha personalidade, acostumada a não ser o alvo de atenção, em função da minha posição familiar. De contínuo fui muito cordata, nada interessada em confrontos e conflitos, estilo diplomática; era a negociadora que tentava manter a paz...



É um pouco difícil apontar os traços de personalidade do filho do meio, porque depende muito dele próprio se acomodar e amargar decepções ou reagir, estribar-se e enfrentar a vida. De todo modo esta minha aterrissagem afetou minha vida de infinitas maneiras.
Como filha do meio, procurei inconscientemente não mais decepcionar, pois não nasci do sexo esperado e, de cara, decepcionei a plateia. Mas cresci agradando, pois era mansa enquanto menina.
Tive que me esforçar para mostrar o meu valor e meus talentos. Mostrei a tendência de ser equilibrada e forte nos revezes da vida.
Com isso me fiz uma empreendedora talentosa, uma PRAGMÁTICA FUNCIONAL em certas circunstâncias.  Procurei ser diferente (única da família a torcer pelo Flamengo). Sou rebelde no que diz respeito às convenções.  E mais, sou incapaz de executar uma receita de bolo, por exemplo, sem alterar alguma coisa.
É normal o filho do meio sair cedo de casa, e foi o que aconteceu comigo. Aos 10 anos, para estudar, fui morar com meus avós maternos, que muito me mimaram. Lá eu era rainha e soberana, e este fato me preencheu a necessidade de pertencimento que acomete os filhos do meio.



    E alguns defeitos como insegurança surgem muitas vezes.
Hoje minha parapsicoterapeuta  ( ou seja minha orientadora ) me fez ver que nasci para congregar, isto é o que importa.


Algo a acrescentar:

Conforme Grisa, definidos os pragmáticos da família, (primeiro filho homem e primeira filha mulher de um casal) todos os demais são idealistas. Eis as características do idealista:
Subjetivo, criativo, planejador, teórico, indeciso, tolerante, compreensivo, procrastinado, explosivo, introspectivo, emotivo, empolgado, paciente, contido, impulsivo, sensível, curioso, sonhador, altruísta, carinhoso, ingênuo, inconstante e imaginativo.
O indivíduo classificado como idealista sente necessidade de valorização, de ser especial, de apoio e de aprovação; precisa de  agenda; age pelo entusiasmo,  pela urgência e última hora




domingo, 7 de novembro de 2010

Homenagem aos "Amigos da História"

Aniversário do Programa "Nossa história - 8 anos"

AO VIVO dia 06/11/2010 no Canal da Música - Rua Julio Perneta 695 - Mercês - estúdios da rádio am 630 e TV Educativa.
                                                                                                                                                                                                                                     Jornalista Zélia Sell

O Programa Nossa História na festa de seu oitavo aniversário realiza “Homenagem aos Amigos da História” com medalha de Honra ao Mérito a algumas pessoas, entre as quais Sinira Damaso Ribas, que já participou seis vezes do programa nos últimos três anos.


Zélia Sell apresentou cada um dos homenageados que fizeram seu pronunciamento e tiveram a oportunidade de parabenizá-la pelo aniversário do programa e o brilhantismo com que o conduz.

►_Robson Caldeira, colecionador e pesquisador da Casa da memória da FCC de Curitiba, relata seus últimos trabalhos e peças colecionáveis.
►_Margarita Wassermann e seus 10 livros sobre "Curitiba": o belo trabalho de recomposição da memória curitibana: histórias da imigração e do cotidiano.

►_Liamir Santos Hauer, seus livros e a história da Praça Carlos Gomes (que teve dono).

           Toca: "parabéns crioulo" (todos cantam juntos)

►_Sinira Ribas e o resgate da história dos tropeiros, ícone da história do Paraná e Patrimônio Cultural da Humanidade. O Paraná tropeiro: nossa identidade.

►__Sergio Rosa e os livros reaproveitados na sua "LR Livros".

►_A Revista "História Catarina", única no setor no sul do Brasil e seu papel de pesquisa e publicação das pesquisas históricas.

(Cláudio Silveira, seu editor fala da revista e das edições da "Leão Baio").
► -   Bo Stridsberg - consultor ambiental sueco, hoje residindo em Curitiba.

► - Mônica Shiller Farias pesquisadora e astróloga falando sobre novas energias e a nova presidente do Brasil.

_Leitura das mensagens AO VIVO dos ouvintes, recebidas por ocasião do aniversário do programa. Mensagens dos homenageados.

_Agradecimentos a todos da RTVE e colaboradores, à família e a Deus.



Após a entrega das medalhas de Honra ao Mérito foi servido um um coktail fantástico.
    Medalha de Honra ao Mérito






      



O programa teve transmissão direta através da página:
www.livestream.com/Zeliasell  
                                                                    
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CONSTELAÇÃO FAMILIAR SISTÊMICA E XAMÂNICA

Conhece a constelação xamânica? Dinâmica que muito tem ajudado pessoas a ver situações que se tornam problemas em suas vidas e mostra as sol...