sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PSICOFILOSOFIA SINIRA

Já estudei muita Filosofia, Psicologia, Parapsicologia, Antropologia. Criei o meu modo de filosofar. Minha Psicofilosofia encara a unicidade do ser humano, independente de religião, filosofia, etnia, cor, credo, diploma, patente, ego ou condição social! 

Observação: Sou bem terapeutizada e estas são as minhas recomendações:- Ser bom no que se faz esta mais além do que se apreendeu com professores ou mestres; o que se mede não é a sabedoria, mas sim o momento de aplica-la!

 Mais importante do que querer saber mais, é saber aplicar o que se sabe! 

                                     
  Abraços, Sinira

terça-feira, 22 de maio de 2012

TREINANDO A NOVA ORTOGRAFIA

Por pedido de candidatos ao Concurso Público da Prefeitura de Papanduva, reedito as minhas crônicas ortográficas. Já não são mais novidade, pois já percorreram muitas salas de aula, nestes últimos anos.

                                                       Irene Reva Zadorosny -                                                                                                                             professora em Papanduva nos anos 40                                     

                                           Crônicas Sinira Damaso Ribas
Crônica Sinira I        

Era frequente escrever sem trema, agora é correto.
Você não faz ideia como ficou estranho este trabalho. Hoje voo na acentuação gráfica com problemas com aquela linguiça de novas regras. Faço uma assembleia de estudos e dou um créu na indecisão ao escrever. Dou graça ao céu por entender as mudanças.
Mas é uma joia trabalhar com ortografia. Estou ficando cobra nisso, quase uma jiboia fazendo um trabalho heroico.
Continuo usando W, Y e K largamente em nomes de família, letras agora incorporadas ao alfabeto.
Agora você cai de paraquedas e para pensando como escrever certas palavras que não precisam mais do acento diferencial. Isto abala a sua infraestrutura e as outras pessoas veem isto. Elas que deem graças por aprender também.
Este é um trabalho inter-regional e extraescolar mostrando esta palavra junta por causa das duas vogais.
Sou hiper-realista e vejo que o clima anda extrasseco, o que se torna a nossa vida anti-higiênica. Vou precisar de anti-inflamatório apesar de ser arqui-inimiga de alopatia. Temo problema na suprarrenal.
Vi nesta terça-feira na autoestrada um carro rosa-choque com o paralama, parachoque, parabrisa e porta-malas batidos indo super-rápido para o ferro-velho porque entrou na contramão.
Faço um autorretrato: uso água-de-colônia e tomo chá de erva-doce e couve-flor com misto quente feito no micro-ondas toda segunda-feira. É hiper-requintado viver assim.
Aqui sou mandachuva e econômica, mas em Portugal seria económica.
Deixando de lado a feiura, eu preferia ser um bem-te-vi ou um beija-flor na antessala de um jardim na pré-história.
Continuo vivendo tendo um belíssimo "céu como chapéu".
 
Crônica Ortografia Sinira II

Faço uma autoanálise e num sobressalto acho um contrassenso te dizer estas coisas, mas é ultrarromântico estudar ortografia, apesar de parecer antissocial e coisa antiquíssima.
É extraoficial, mas trato de um pseudoedema intraocular e preciso de ultrassonografia. Não sei no que isso vai desaguar.
Vivo nesta semiescravidão, mas sou autossuficiente e tenho o ego ultraelevado neste dia semiúmido e ultra-aquecido.
A oposição me chama de inconsequente, sanguinária e delinquente com muita ambiguidade, mas nunca fui arguida a respeito.
Levo uma vida semisselvagem apesar de ser antirracista, pseudossábia e andar de sobressaia num micro-ônibus autossustentável.
Deixo aqui um Tchau desmilinguido!
Infra-assinado
Sinira 29 de Outubro de 2008

Crônica Sinira Ortografia III

Sou bilíngue e escrever certo agora virou uma paranoia, mas tento aprender, nem que leve um quinquênio, pois não sou inconsequente. Tem hora que me causa enjoo, mas abençoo quem tenta acertar e os que creem na importância da correção.
Aqui somos todos acadêmicos e lá em Portugal seríamos académicos.
Isto é coisa super-rápida e hiperfácil para um super-homem num voo aeroespacial agora unida por duas vogais diferentes.
Se me arguem, saberei responder como se escreve as palavras anti-semítica e inter-racial.
Tem gente super-resistente a mudanças que para a pensar no hífen e fica com a cabeça sem pelo porque caiu o acento diferencial.
Mas sou otimista e nisto sou o contrarregra do meu próprio cenário.
Tchau tchau. Bye bye agora com y do meu próprio alfabeto.

Posted 19th December 2008 by Sinira Damaso Ribas

Crônica Sinira IV
                                                                Treinando a Nova Ortografia

É uma superdosagem de informações para serem absorvidas por nós, semialfabetizados ou semiletrados. Aparentava ser um estudo superleve.
Sou pessoa hiperativa, mas amanheci com hiperglicemia. Preciso ainda de uma hiper-hidratação, coisa hiper-humana para quem tem hipersensibilidade a certos medicamentos e fez microrradiografia.
Preciso ir ao hipermercado, mas temo a hiperinflação, embora encare com hiperrealismo a hipertrofia de nossas bolsas. As coisas melhoram com uma hiperprodução de bens de consumo.
Preciso falar com o sub-reitor e com o subsíndico no subsolo.
Vou rever as minhas contas e extrair o subtotal na subseção subterrânea.
Faço uso do serviço de tele-entrega e assisto programas de televendas e telessexo com cenas semisselvagens. É uma autoterapia ou autodestruição fazer autoidolatria, autosserviço e usar autocontrole?
Hoje sou neorromântica e aprecio o neossocialismo.
Temos um pseudoproblema com a chegada de um ciclone extratropical, mas sairemos na semiconsciência pela semitangente.
Hoje aprendi a palavra beijaço. Achei hiperlegal.
Estou ultracansada, tchau
Sinira Damaso Ribas


Crônica Sinira V
                                                            Treinando a nova ortografia

Hoje desejo bolar uma hiperprodução, numa mega-ação para tentar aprender a nova ortografia.
Tudo é inter-relacionado e preciso de hipersensibilidade para dar conta do recado sem subestimar o tempo que gasto.
Aqui no Brasil, isto é um fenômeno para um gênio, mas sem bônus, enquanto que em Portugal seria fenómeno para génio com bónus.
Neste submundo perdi tempo num banco superlotado e numa ação hiper-reativa deixei de ser superinvestidora na bolsa de valores, temendo pertencer a uma sub-raça ou subclasse econômica.
Hoje vesti um subconjunto e falei com o subdelegado sobre a sub-base subjugada de um negócio subfaturado anti-inflacionário neste sub-reino subpovoado.
Neste arco-íris de letras e números estou a um ano-luz de aprender a trabalhar com finanças e com ortografia.
Faço uma auto-observação e ao longo de uma auto-hipnose fico na semi-inconsciência, mas no contra-ataque com o corpo ultra-aquecido num processo ultra-hiperbólico.
A proto-história é um período da pré-história anterior à escrita quando não existiam regras gramaticais e ficava tudo subentendido sem subdivisão subjacente.
Foram-se os velhos tempos e todos veem a sublocação e o subemprego com um novo subtítulo.
Hoje permanece o pan-americanismo, mas também ressurge um movimento pan-africano com a pan-negritude em alta.
Em contrapartida, numa autopromoção me despeço com o meu autógrafo.
Sinira Damaso Ribas
Posted 19th December 2008 by Sinira Damaso Ribas

domingo, 6 de maio de 2012

III SIMPÓSIO REGIONAL DE PARAPSICOLOGIA CLÍNICA SISTEMA GRISA


III SIMPÓSIO REGIONAL DE PARAPSICOLOGIA CLÍNICA 
SISTEMA GRISA – CURITIBA - PR

Realizou-se neste sábado, dia 5 de maio em Curitiba mais um Simpósio de Parapsicologia Clínica, sob a coordenação do IPAPPI – Paraná.

            O tema do Simpósio foi “A Depressão e o Sistema Grisa”.
As palestras ficaram por conta do mentor do IPAPPI  Dr. Pedro Antonio Grisa e da Dra. Maria Célia Borges da Fonseca, com abordagem pangrisiana e médica: A Depressão, suas Causas e Sintomas.
 O Simpósio foi enriquecido com dinâmicas, trabalho em grupo (estudo de caso) e exemplos de casos clínicos.


Foi de muita valia também as palestras “Compreensões para Casos de Depressão”.
O público contava com parapsicólogos clínicos, professores dos cursos do IPAPPI e pós-graduandos em Parapsicologia CEOP e CAOP da região.
O local da realização do Simpósio foi muito bem escolhido – Colégio Bom Jesus no Ahú, localizado em meio a uma natureza exuberante.


             Como sempre, o evento foi um sucesso e oportunidade para grande aprendizado.
Parabéns à equipe organizadora

* * *

domingo, 15 de abril de 2012

Dr. NATANIEL VIUNISKI - Nutrólogo - Palestra em Curitiba

Nataniel Viuniski - Médico especialista em nutrição e pediatra
da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

Dr. Nataniel Viuniski, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

  Palestra no Hotel Victoria Villa Curitiba sobre Nutrição

13 de abril de 2012

A palestra girou sobre princípios da nutrição, atividade física e estilos de vida saudáveis, tendo a “nutrição” como principal enfoque.





            Tópicos da palestra -

·         Temos 98,4% dos genes iguais ao do Chipanzé.

Varia o estilo de vida.

Testes demonstraram que aborígenes comem 800 tipos diferentes de vegetais.

Nós só três, rsrs   alface, catchup e batata frita.
Dr Nataniel falando sério: - Cada um de nós está aqui para melhorar sua nutrição.

Aí fora temos uma epidemia de obesidade.

Uma epidemia de maus hábitos nutricionais.

É a tal Globesidade

·         Aumento de doenças cardiovasculares e muitas outras.

Necessário:

Melhorar a alimentação

Aumentar atividade física

Suplementar

·         Benefícios da boa nutrição:

Combustível para a atividade física

·         ATIVIDADE FÍSICA

Com isso oxigena a mente – o lado emocional, melhora o humor, evita a depressão e alivia o estresse.

Importância da atividade física: aumenta a endorfina

Controla o peso corporal

Melhora a resistência física e a força muscular

Aumenta a densidade óssea

Diminui a pressão arterial

Melhora o sistema imunológico.

Sonho – um milhão de nataniéis espalhando essa verdade por aí. (dito por Nataniel Viuniski que gostaria de se multiplicar)

Sinto-me feliz, porque sei que estou fazendo o bem para as pessoas.

·       Mas o nosso maior inimigo , o maior vilão, chama-se FOME

E com isso vem a compulsão.

Única solução para evitar a compulsão é PROTEÍNA

·         Valor da proteína

"Quando ingerimos proteína, o cérebro entende que já estamos satisfeitos e que é hora de parar de comer".

Segundo ele, proteína isolada da soja é a melhor ( lanche de barra de proteína da Herbalife)

(No Lanche que tal uma fruta e um iogurte ou outra proteína)

Três coisas sobre proteína ( Lembrei da proteína misturada à granola sem açúcar)

É o elemento que mais gasta energia para fazer a digestão.

É a proteína quem preserva e aumenta a massa muscular.

É o macronutriente que dá mais saciedade. 
 MICRONUTRIENTES - São as vitaminas e os minerais.
MACRONUTRIENTES – São os carboidratos, as proteínas, os lipídeos e as fibras.


(iogurte desnatado e cereais integrais, ou iogurte com aveia)

(Para criança, - os pais devem consumir, dar exemplo, insistir)

(Com criança estabelecer metas, para seguir, aos poucos fazendo reeducação alimentar.

·         Valor das FIBRAS

Comer a laranja inteira, por favor. Tem fibras e poucas calorias. Muito superior ao suco.

Precisamos de fibras para o funcionamento do intestino

Pessoa enfezada – cheia de fezes

Pessoa animada – cheia de alma

O segredo é fibras 

  - Ingerir frutas e vegetais

Qual é mesmo a cor da sua dieta?
 
·         HIDRATAÇÃO
( Enquanto falava ele tomava chá verde da Herbalife numa taça)
Sempre que aumenta o consumo de proteína aumenta a necessidade de  consumo de água.
 Devemos ter o hábito de beber líquido constantemente.
Sede não é um bom parâmetro. Se sinto sede é porque já faltou; o nosso sistema nervoso está avisando que já ocorreu algum grau de desequilíbrio entre a necessidade de água no organismo e a quantidade ingerida.
Maravilhoso chá verde – para tudo – eliminação de toxinas
5 xícaras de chá verde por dia mais atividade física controla o peso e diminui cintura.

·         A Taxa de obesidade bate recorde no País

É mais fácil reduzir do que permanecer.

Provado – gordura na barriga – terrível – ruim até para a memória.
·         Expectativa da evolução das taxas de obesidade para os próximos 20 anos.
Mais da metade dos brasileiros já está com problema de obesidade.
Mostrou entre inúmeros slides:

Imagem de 2 mulheres com 70 anos – muito diferentes, uma decadente e outra exuberante e linda.

                    A nossa aparência depende das escolhas que fizemos na vida!
·         Benefícios da boa nutrição:
- Melhora a qualidade de vida
- Ajuda a controlar o estresse
- Auxilia na disposição do dia e no controle de peso.
Precisamos melhorar nossas medidas
Melhorar os hábitos nutricionais do século XXI
·         Do alto do conhecimento científico afirmamos:
Somente com os alimentos do supermercado já não conseguimos suprir as necessidades que as células precisam.
Precisamos usar mais nutrientes.
Nova pirâmide alimentar – Universidade de Harvard tem no alto, fora da pirâmide, à direita – suplemento vitamínico e na base exercícios diários e controle de peso.
·         Infelizmente devido à rotina agitada que vivemos, muitas vezes não temos tempo ou disponibilidade para uma alimentação saudável e equilibrada. É por tudo isso que muitos especialistas em nutrição recomendam o uso de suplementos de vitaminas e minerais em conjunto com a boa alimentação e a prática regular de atividade física.
·         Quando usados como recomendado nos rótulos, esses suplementos asseguram que o organismo irá receber as quantidades necessárias desses nutrientes para uma rotina cheia de saúde e disposição.
Viuniski recomenda os produtos da Herbalife
É uma linha de produtos para uma boa alimentação diária, que atende às necessidades de nutrientes do corpo, ajuda a manter a disposição e a boa forma.
Alimentos substitutos parciais de refeições são grandes aliados do emagrecimento saudável. Eles podem ser encontrados na forma de shakes, sopas e barras e são produtos nutricionalmente seguros, com calorias controladas e com conteúdo adequado de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e minerais.
·         Para controlar o peso é necessário que as calorias gastas estejam em maior quantidade do que as consumidas. E como diminuir a quantidade sem abrir mão da qualidade?
Comparando com o dinheiro:
Se ganho muito e não consigo gastar – vai para a poupança.
Se como muito e não consigo gastar vai para a pança.
Só fechar a boca NÃO RESOLVE – (sem falar que lá pelas tantas entro dentro da geladeira, rsrss)
Acontece ao nível das células -  entro em carência
Unhas quebradiças, cabelo caindo, pele feia...
O brasileiro consome muita caloria com pouca nutrição.
O certo é:
Alimento com muita nutrição e pouca caloria!  Eis a questão.
A saúde começa pela boca: o que se fala e o que se come.
Precisamos de qualidade e quantidade de vida.
É mais fácil reduzir o peso do que permanecer.
Além da boa nutrição, um programa que promove o estilo de vida saudável, também deve estimular a prática regular de atividade física, boa hidratação, cuidados pessoais e com a pele, lazer e atividades prazerosas juntamente com as pessoas que amamos, sem esquecer o tão necessário repouso.
Estamos vivendo uma transição nutricional preocupante (...) Na fase adulta são mais de 50% dos brasileiros. O excesso de peso gera comorbidades conhecidas, como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e apneia. O prejuízo psicolológico também é enorme, principalmente na infância. A criança obesa sofre preconceitos na escola, ganha apelidos pejorativos, tem dificuldades nos esportes. Por causa disso, muitas levam falhas na autoimagem para a vida toda.
O erro número um na alimentação - sem dúvida é adotar uma dieta rica em gorduras, açúcares e alimentos refinados e pobres em vitaminas e fibras. Tudo isso aliado aos maus hábitos.
Assim como o numeroso público, amei a palestra, foi muito produtiva. Muito Obrigada!

quinta-feira, 15 de março de 2012

PROGRAMA NOSSA HISTÓRIA - NOVA PARTICIPAÇÃO

Tema: HISTÓRIAS DO CONTESTADO

Neste fim de semana de 17 e 18 de março - 2012 a Rádio E Paraná apresenta o primeiro de uma série de programas sobre o Contestado.
Minha participação desta vez foi sobre  "Mulheres do Contestado"



A jornalista e mentora do programa ,  Zélia Sell introduziu o tema falando que "no Brasil, entre os inúmeros movimentos de resistência está a Guerra do Contestado. Comparada a Canudos - lamentando-se tão somente não ter havido um Euclides da Cunha para narrá-la-, a Guerra do Contestado ocorreu no início do século XX (1912 a 1916) e foi uma disputa de terras - 48 mil quilômetros quadrados - entre os estados do Paraná e Santa Catarina. Neste ano de 2012 o episódio completa seu centenário e novas pesquisas vem à tona e, como a história, que se refaz a cada dia, novos aspectos são revelados".
Fui uma dos convidados para rememorar o episódio nessa série de discussões sobre o tema.

        Meu companheiro do programa Gehad Ismail Hajar, pedagogo, pesquisador e membro do Instituto Histórico e do Centro de Letras do Paraná, trouxe novas informações sobre o conflito e discutiu aspectos jurídicos sobre a questão das terras contestadas.
A mim, coube, mais uma vez discorrer sobre o papel da mulher na Guerra do Contestado.
 
        Há dois anos já falei sobre Maria Peters da Silveira, minha bisavó paterna, como protagonista da população civil no confronto entre militares da República e colonos revoltosos na referida guerra, palco do mais violento e prolongado movimento armado da história do país.

Hoje retomo o tema, mas falando de uma cabocla valente, integrante de grupos de revoltosos, a famosa CHICA PELEGA, a Guerreira de Taquaruçu.

                            Foto - Revista História Catarina                     
      
            
         Taquaruçú era um reduto dos fanáticos na Guerra do Contestado, no planalto catarinense. Localizava-se no município de Curitibanos, divisa com Campos Novos.
             A história da nossa heroína começa com a vinda dos seus pais do Rio Grande do sul e sua instalação como posseiros numa área no vale do rio do Peixe, nas terras contestadas pelo Paraná e Santa Catarina.  Não tinham filhos e com isso não tiveram dificuldades para desbravar seu chão e construir um rancho. Ali viviam da lavoura por bom tempo.
            Quando ouviram falar que perto dali seria construída uma estrada de ferro, imaginavam que a situação iria melhorar, porém, enganaram-se.
O que mais infelicitava o casal era o fato de não terem filhos, até que alguém lhes falou nos milagres de “São João Maria”. Procuraram então um local onde o santo monge havia pernoitado por três dias e tomaram pedaços de carvão dos restos da fogueira do eremita e fizeram dois patuás para serem carregados pelo casal esperançoso, na fé, de que teriam um filho.
Pouco depois o milagre aconteceu e Francisquinha ficou grávida, ao mesmo tempo em que suas lavouras prosperavam.
             O bebê, uma menina, veio ao mundo na roça à beira de um riacho, onde logo em seguida, mãe e filha se banharam. Assim, nasceu em plena luz do sol e no contato direto com a terra, a robusta Francisca Roberta”.

            Chica, como era chamada, com o tempo, foi demonstrando a habilidade que tinha em tratar dos animais. Filha do sofrimento, da promessa e da fé, a partir dos dez anos desenvolveu habilidades paranormais e a fazer curas com ervas.   Com doze anos já era uma perfeita amazona.  Aos treze anos, manejava a montaria e o laço como homem feito”.
         Sua fama de curadeira e habilidades em minorar sofrimentos, correu longe.    Certa ocasião, quando curava um animal agonizante conheceu Zico,  filho de  fazendeiro.
          Zico e Francisca Roberta começaram a namorar. Dançaram no baile de inauguração da ferrovia que traria o “progresso” para a região.
           Chica e Zico construíram uma casa 5 km longe do local em que passaria a ferrovia a qual tinha como dono o americano Percival Farquhar, que fundara a Brazil Railway Company. A obra compreendia os trechos entre os rios Iguaçu e Uruguai, seguindo pela bacia do Rio do Peixe e  foi um dos pivôs da Guerra do Contestado. Para explorar a madeira ao longo da linha, os americanos criaram a Lumber com duas enormes serrarias. Foi o maior empreendimento ferroviário-extrativista da America Latina. Na verdade a companhia americana ganhou do governo brasileiro a concessão de tirar a madeira por 30 km ao longo de toda a estrada de ferro e ainda o direito de vender as terras a  emigrantes estrangeiros.
 Capitão Palhares, cruel e sanguinário, era o homem de confiança da empresa americana e se constituía na autoridade responsável por aquela faixa da linha férrea. Os homens, comandados por Palhares, começam a invadir as propriedades próximas à linha de ferro (cerca de 15 km de cada lado da estrada). Passaram a expulsar a qualquer custo os antigos moradores e posseiros que viviam do trato da terra e extração de erva-mate.
Os noivos de nossa história estavam prestes a se casar quando surgem os capangas do Capitão, e matam Zico e botam fogo na casa que abrigaria em breve o novo casal. Mataram inclusive o pai da moça.
 Francisca Roberta e sua mãe voltavam da lavoura quando se depararam com o triste quadro. Então, ao mesmo tempo houve um só grito, um só pavoroso urro arrancado de duas gargantas, e caíram ambas de joelhos junto aos corpos contorcidos. Uma cena horripilante, de um realismo brutal.”
Enquanto isso surge na região mais um eremita que praticava curas e rebanhava crentes ao seu grupo. Pregava a fé em São Sebastião, no Espírito Santo e se dizia herdeiro dos dons de São João Maria.Os camponeses que tinham perdido o direito às terras, peões ervateiros que se viram sem trabalho e os trabalhadores que foram demitidos pela conclusão em 1910, da companhia da estrada de ferro decidiram, então, ouvir a voz do monge José Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade.
Era 1912, Francisca Roberta participou de uma festa na localidade de  Taquaruçu sob a liderança do Monge José Maria.  A paranormal Chica teve ali a pré-cognição da missão de curar que teria pela frente e passou a acompanhar o grupo dos caboclos revoltosos porque também fora vítima de espoliação.

Não nos cabe aqui tecer comentários sobre as causas, embates e consequências dos conflitos do contestado.
Nosso foco é a enfermeira e guerreira Francisca.
Para o local do acampamento dos revoltosos seguiam muitas pessoas em busca de bênção e de cura. Chica era agora peça indispensável, pois cuidava muito bem dos doentes que procuravam o Monge. Tão bem, que começou a receber presentes dos romeiros, dentre eles um cavalo e uma mantilha de lã felpuda como um pelego. Ela saía em disparada pelos campos serranos com seu cavalo e com essa matilha e os longos cabelos que esvoaçavam ao vento. Por causa disso, o povo começou chamá-la carinhosamente de Chica Pelega.
Chica continuava com sua missão de cura nos acampamentos de fanáticos. Ganhara um cavalo de boa linhagem de um chefe dos rebelados e sempre era vista, saindo em disparada pelos altiplanos catarinenses em suas incursões solitárias.
  Seguidamente mais uma batalha. Os caboclos revoltosos lutavam com a força de São Sebastião, já os soldados, lutavam com a força da metralhadora que a tudo atingia.
            Um dos bandos de fanáticos andava com Chica Pelega, que se tranformara, além de enfermeira, numa guerreira valente que enfrentava o inimigo com ânimo e coragem dando incentivo aos seus companheiros, muitas vezes famintos e desanimados. Sabia manejar com maestria a corda e o facão. Quando em luta, Chica emitia um estridente grito de guerra e de seus olhos saiam chispas luminosas de indignação.
        O compositor do Contestado, Vicente Telles, mais tarde, cantava:
          “Quem viu Chica Pelega viu chispas de raio clareando o sertão. (...)
          Quem viu Chica Pelega viu fogo no céu e viu sangue no chão”.

Quando de volta ao Taquaruçu, Chica Pelega cuidava dos doentes, costurava, ajudava a erguer os casebres e participava dos salmos.
Continuava trabalhando muito no arraial, até que os chamados jagunços mudaram-se para o reduto de Caraguatá, sob o comando de outra guerreira – a “Virgem Maria Rosa”, deixando somente os enfermos, velhos, mulheres e crianças. Chica ficou, também para cuidar de sua mãe doente.
E aí, em 8 de fevereiro de 1914, acontece o chamado “massacre de Taquaruçu”, porque os militares, mesmo sabendo que o reduto estava desguarnecido, incendiaram os inúmeros barracos e descarregaram suas armas sobre pessoas indefesas.  Todas iam caindo numa verdadeira chacina. Eram granadas explosivas, metralhadoras e obuses. Demoliram, incendiaram, mataram e destruíram a cidade santa. Ao termino do ataque desabou uma chuva torrencial.
“Chica Pelega estendia-se no lodo com o corpo crivado de balas”.
Acabava ali a vida de uma grande mulher, “a filha da terra e irmã da floresta”, a verdadeira heroína do Contestado.
Conforme Vasconcellos
“Um pouco antes do cessar-fogo, quando inda haviam bombas estourando e cerrados estampidos sacudindo a noite, ouviu-se, com terna sonoridade, uma canção de ninar. Uma voz de embalo morno e suave a contrastar com os ásperos ribombos. E então se viu, no relance de um clarão, a mãe de Chica Pelega sentada na lama com a ensanguentada cabeça da filha no colo. Alisava-lhe a cabeça e cantava com doçura, indiferente aos estouros dos obuses, a sua velha canção de ninar”. ( VASCONCELLOS, Aulo Sanford, 2002)


Ainda segundo depoimentos de um sobrevivente, a constatação de que a mãe da brava guerreira, “enlouquecera, em piedosa loucura, agarrada ao cadáver da filha”.
“Chica Pelega representa, mais que tudo, um emblema de luta. Independente de sua existência física; significa a indignada síntese de uma coletividade injustiçada.”
Para a posteridade, Chica Pelega como ícone entre as mulheres do Contestado, deixou como legado  uma herança cultural com uma lição de solidariedade, valentia e de bravura.
Subsídios em: Chica Pelega - A guerreira de Taquaruçu, de Aulo Sanford de Vasconcellos
Revista História Catarina 2 – jan./março.2007
 O Último Jagunço – Euclides Philippe. 1995

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Minha participação não parou aí 


Fui convidada por Zélia Sell a comentar sobre mais duas heroínas do Contestado, da população civil, também vítimas do conflito. Escolhi acontecimentos que enlutaram a minha terra natal - Papanduva.





                                        Mulheres do Contestado III e IV
Manoela Martins de Almeida Haas
Manoela Martins Haas Furtado
                                                                            
         Na herança cultural de cidadãos do Contestado consta uma das mais marcantes páginas já vivenciadas pela população papanduvense.
Trata-se do episódio chamado “Tomada de Papanduva”
* acontecido em 1914.
        Não vamos comentar aqui quais as causas ou os fatores religiosos, sociais, econômicos, antropológicos ou políticos que propiciaram o surgimento de conflitos na região contestada entre Paraná e Santa Catarina.
        Pretendemos somente recordar nefastos acontecimentos oportunizando estudo e reflexões acerca de fatos históricos na construção da sociedade regional.
          
        Para o momento selecionei duas mulheres que vivenciaram os horrores de ataques de fanáticos durante a Revolta do Contestado.
        Em 26 de agosto de 1914 o povoado de Papanduva foi completamente sitiado.Elementos revoltosos, comumente chamados de fanáticos depuseram as autoridades locais, assaltaram casas de comércio, mataram civis e tomaram conta do lugarejo pondo em polvorosa toda a população. A comunidade permaneceu nesta situação por três meses.
Aqui focalizo o drama vivido pela minha bisavó e por minha avó materna Manoela Haas Furtado.
Minha bisavó Manoela Martins de Almeida Haas, esposa de Francisco Martin Haas era nascida em São Paulo em 1868 e viera com os pais, viajando em lombo de burros, pela Estrada da Mata, instalar-se na localidade de Corisco, hoje Santa Cecília SC. Ela vinha em lombo de animais, mas acomodada no colo de um escravo alforriado e de muita dedicação à família.  Perdeu o pai, logo em seguida, mas foi muito bem criada pela mãe.     Casou-se com Francisco Martin Haas, com quem teve 18 filhos, sendo 13 mulheres e 5 homens.
Pouco antes da virada do século passado, pelo motivo de uma epidemia de lepra, a família teve que deixar Santa Cecília e o local escolhido foi Papanduva.
A vida continuou e tiveram a última filha, Teodora, em 1906.
Num dia fatídico de 1914, em pleno conflito do Contestado, a família soube que os fanáticos estavam se aproximando do lugarejo e que no caminho vinham matando adultos e crianças, atacando fazendas e armazéns em busca de víveres.
Mas, não sobrou tempo para nenhuma providência necessária. A família foi assaltada, a casa de comércio saqueada  e esta mãe teve a desdita de ver o seu filho Felipe Haas  ser alvejado em frente de casa. Tombou morto logo mais adiante perto da voltinha do rio Papanduva. Outro filho, Henrique Martins Haas conseguiu salvar-se embrenhando-se na mata adjacente. Os outros filhos adultos não se encontravam no local, com exceção de minha avó Manoelinha, que molestada por um fanático,  foi salva pelo chefe do grupo, Henrique Woland, o conhecido Alemãozinho e segundo ele, por ela ser loira e de olhos azuis, como ele próprio.
A família de meus bisavós teve que refugiar-se por três meses no sítio dos Rauen em Rio Negro, local onde hoje se encontra a Prefeitura de Rio Negro. Seguiram de carroça com os filhos menores, como Teodora, Miguelzinho, Guilhermina e  Luisa.
As filhas moças ficaram no povoado, porque somente as mulheres poderiam sair às ruas. Uma das manas registrou no Cartório de Papanduva, o falecimento do irmão Felipe Haas, casado há apenas 17 dias.
            Manoelinha já era casada com Amaro Furtado e tinha uma filha. Refugiou-se com todos os familiares do patriarca dos Furtado, na Colônia Lucena junto à família Ruthes.

Enquanto isso, os rebelados, em torno de 300, instalaram-se em barracas, no local onde hoje é o ginásio de esportes do Colégio Alinor Vieira Corte e o lugarejo continuava sob o jugo dos sertanejos revoltosos, com as autoridades depostas e com a população subjugada pelo medo.
Não me estendo comentando sobre outros embates e desdobramentos da questão do Contestado.
 
Comento somente sobre a angústia, o desassossego, e a dor destas mães que viam seus filhos expostos ou perecendo numa luta inglória como foi a Guerra do Contestado.
       Relatos destes embates se acham na obra de  minha autoria - Resgate de Memórias – Papanduva em Histórias.
O artigo “A Tomada de Papanduva”, registrei com maiores detalhes, neste local, numa postagem de dezembro de 2008
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·         João Alves da Rosa Filho. Combate do Irani. Curitiba, Pr Optograf, 1998


       

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