sexta-feira, 7 de setembro de 2018

ANO NOVO JUDAICO ROSH HASHANAH 2018



VIRADA PARA O ANO JUDAICO de 5779


Neste domingo, 09 de setembro de 2018, tão logo apareça a primeira estrela no céu, milhões de Judeus iniciam as comemorações de duas das datas mais significativas e importantes do calendário judaico: o ROSH HASHANÁ (Ano Novo Judaico) e o IOM KIPUR, o Dia do Perdão – dez dias depois. 
A virada será do ano de 5779. Nada a ver com o calendário gregoriano. É um calendário lunar – as festas sempre coincidem com a mudança da lua; o ano novo chega na Lua Nova de Virgem, trazendo energia do elemento terra, possibilitando a materialização dos nossos desejos. 

Ao final da tarde de domingo. Dia 09, sente-se em local sagrado como a mesa de refeição da sua casa e convide alguém para uma reflexão e entre nessa egrégora de ESPERANÇA, FÉ, RENOVAÇÃO E PAZ PARA O PLANETA. Mergulhe fatias de maçã no mel e coma com muita intenção! Agradeça, agradeça e agradeça!

Entre as duas datas estão os “10 dias de arrependimento”, quando temos a oportunidade da reflexão e da correção, pois todos podemos ser pessoas caridosas, mais éticas e melhores para “merecer” um Ano Novo com muita luz, saúde, paz e prosperidade.


“Os dez dias que se estenderão de Rosh Hashaná até Yom Kipúr nos proporcionarão a possibilidade de uma introspecção perscrutadora, em que ponderaremos os valores que pautaram nosso comportamento e buscaremos, através da inspiração da fé, conscientizar-nos de que nossos atos são parte integrante do diálogo existencial com Deus em que se constitui nossa vida, e, dessa forma, procuramos dar-lhes significados mais profundos e critérios mais nobres.
Imensa será a saudade com que lembraremos aqueles que nos deixaram, e pensaremos em como manter viva sua imagem, aplicando em nosso comportamento os exemplos e atitudes nobres que os caracterizaram.
 Admiraremos, com alegria, os primeiros passos na vida dos que nasceram nesse ano, e pensaremos em como poderemos nos constituir em exemplos positivos para a nova geração.
Continuaremos tentando compreender, na complexidade da vida social e política do conturbado século 21, o porquê de tanto ódio, tanta incompreensão, tantas desavenças e reafirmaremos nosso tradicional compromisso e nossa total responsabilidade de cumprir a missão que há quatro milênios foi entregue a Abrahão: “Sê tu uma bênção para todos os povos”.

domingo, 19 de agosto de 2018

A PREGUIÇA DAS MANHÃS


                                

                                  

           Crônica

                                                                 
Pediram-me uma crônica e assim sendo devo retratar o cotidiano.
Lembrei que diuturnamente passo por uma experiência como a de 15% da humanidade, ou seja, preguiça de acordar cedo e vontade de ficar alerta até altas horas.
Algumas pessoas são cotovias e outras são corujas. Pois é, quisera ser certinha, disciplinada, esperta e produtiva pela manhã, mas qual! Sou dorminhoca e sonolenta.

Horários rígidos nunca foram o meu forte, porque gostaria de dormir enquanto milhões trabalham e de virar vagalume enquanto a humanidade descansa. Odeio despertadores – ahhh... Quero dormir mais um pouquinho.
Hoje, como aposentada, dou-me ao luxo de criar os hábitos que me agradam. Mas, morando no sul do mundo, o frio nos obriga ao recolhimento mais cedo e aí sem querer, faço alguma meditação, mas como parte da minha índole, é difícil deixar de pensar e esvaziar a mente, apesar das inúmeras vantagens desta prática milenar.   
Não me queixo da minha genética, ao contrário, gosto dela, porque depois de realmente despertar, sou ativa, esperta e antenada. Sempre tive senso de humor e ânimo para aguentar as lambadas do viver.

O médico francês Jacques Menétriér já explicava esta constituição das pessoas e as classificava de “diátese” um ou dois, enquanto jovem. Depois, para quem não se cuida, as coisas se complicam e o indivíduo é promovido para diátese três ou quatro, mas aí é outra história.
Como ia dizendo, algumas pessoas são madrugadoras, outras, como eu, são notívagas, e outras ainda ficam em algum patamar intermediário, com certa vantagem.
Imaginem como na adolescência tive que adaptar-me a viver em colégio interno com horários rígidos de dormir às 20 horas e acordar muitíssimo cedo, totalmente contra a minha natureza de coruja. Assim sendo, vivia em desacordo com o cronograma da vida que me rodeava. Com isso tinha déficit de sono, mas enfim, sobrevivi.

Sempre gostei de noites tardias e faz parte de meu estilo de vida que afeta meu humor, disposição e função cognitiva. Tenho resistência ao longo do dia e rendo mais à medida do passar das horas.
Uma pesquisa apurou que as “corujas/notívagas” exibem maior capacidade de raciocínio e habilidades analíticas que as “cotovias” que se deitam mais cedo. Nem tudo está perdido. Alguma vantagem teria que haver, ora bolas.
Foi difícil adaptar o meu relógio, o meu ritmo com o resto do mundo.



À parte, acrescento que o arquétipo da coruja é maravilho. Provoca elevadíssima autoestima, prosperidade, crescimento, realização, sabedoria e poder. O impacto emocional deste arquétipo nunca deve ser subestimado.
Vamos levando, pois saltitamos na corda bamba e todo mundo precisa aprender a equilibra-se e enfrentar as vicissitudes do cotidiano e os percalços da vida.
    E assim vai, assim vou! E segue o baile!
    Bons sonhos e realizações! Mexam-se Corujas e Cotovias!

 sinira10@yahoo.com.br


sexta-feira, 1 de junho de 2018

CONTO - O CHÃO SULINO

         A LURA EDITORIAL neste ano lança “O CANTO DOS CONTOS” na 25ª Bienal Internacional do Livro que acontece no Pavilhão do Anhembi em São Paulo, de 03 a 12 de agosto de 2018.                                   


           
  Solicitaram-me um conto com certas exigências que tive que obedecer, caso contrário, não se encaixaria numa Antologia. E o que significa? Antologia é uma compilação de textos usada para categorizar coleções de obras curtas, tais como histórias breves e romances sintéticos, agrupados em um único volume para publicação. Neste caso, deverá ser um romance com apenas cinco páginas e no máximo 10.000 caracteres. 

O gênero textual que ora se apresenta caracteriza-se como Romance Histórico de Ficção. Trata-se de obra com conteúdo imaginário, mas parcialmente baseada em fatos reais. Como tal é ficção com enredo e personagens fictícios em um cenário histórico.
Por ser de narrativa curta, condensa e potencia no seu espaço todas as possibilidades da ficção, muito embora o cenário seja variado e a trama se desenrole em vários locais dos Estados do sul, tratando-se então de romance regionalista, indianista e histórico

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                                                               O Chão Sulino

Escolhi o gênero literário romance histórico em que a composição das personagens e narrativa ficcional esteja em concordância com fatos que realmente aconteceram. Procurei produzir um conto em que, no período de cem anos no chão sulino, apareçam a Revolução Farroupilha, a Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista e a Guerra do Contestado. É muita história para pouco espaço, por isso procuro ser sucinta e não comentar sobre usos e costumes da época.
    
Nossa história acontece no intermédio de 100 anos -1816 – 1916.
São dois marcos importantes para o Estado brasileiro.
Em 1817 nasce no planalto serrano catarinense, numa aldeia de Xokleng, a ascendente de heróis de nosso conto. Nasce, um ano antes, na Alemanha, também um ascendente destes mesmos heróis.
Iniciemos com a história de um tropeiro e de uma indígena.                                                   
Nesta viagem parto hoje e chego ontem!
Cheguei a julho de 1816.


Tropeiros seguiam seu destino rumo à Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Jerônimo era o chefe da tropeada, acompanhado de vários peões de jornada. Depois da Serra do Espigão chegaram aos campos de cima da serra. Quando da travessia de um rio, caudaloso após a chuva, sofreram um acidente e o tropeiro chefe caiu no rio... Rodou com sua mula e foi tragado pela correnteza. 
Jerônimo desapareceu entre o turbilhão das águas e foi arrastado rio abaixo. Logo se desprendeu de sua mula, que retornou à margem e fugiu em disparada pelo matagal adentro, com o restante de sua carga amarrada aos tentos.
O tropeiro, com o ombro sangrando roubando-lhe as forças, enroscou-se num galho de uma árvore ribeirinha, cerca de quinhentas braças abaixo do ponto da travessia. Arrastou-se até a margem direita e recebeu ainda uma forte pancada de um tronco que descia, acertando-lhe a cabeça. Rastejou até um pequeno descampado e prostrou-se desmaiado.               
            Entre o pessoal da tropa, a consternação foi total. Os peões se dividiram, para que alguns procurassem o companheiro desaparecido enquanto outros prosseguiram viagem.
Jerônimo ficara muito tempo desacordado.  Como morto, ao relento, não viu a noite passar. Amanhece o dia e o sol enxuga-lhe a roupa e aquece o corpo. Acorda com lambidas do seu cão Pancho.
É encontrado por uma índia que o leva para um abrigo.
Foi envolto em peles, acomodado em seus próprios pelegos e coberto com seu precioso pala, recolhido das bruacas que não se perderam, por terem sido firmemente atadas à mula que acompanhava seu dono.
 Vagas de calafrio sacudiam-lhe o corpo. Permaneceu febril por muitos dias e noites. Cuidava que ainda estivesse com sua viola à mão e certa feita, balbuciou uns versos de amor que encantaram a moça que lhe fazia companhia. Usaram o seu próprio unguento, encontrado em seus pertences, soberano para curar chagas e fraturas.
Jerônimo, aos poucos ia se recuperando... Enquanto isso, com muito custo, reaprendeu a andar e tão logo conseguiu montar a sua mula, planejou empreender viagem retornando às suas atividades de tropeiro. Providenciou sua saída de junto dos silvícolas, com quem fizera sólida amizade. Com o tempo passou a compreender o linguajar dos nativos e a se entender com aquela gente, de quem dantes tivera uma diferente concepção.
Quando já estava quase restabelecido, os selvagens ofereceram-lhe uma índia como companheira, segundo os costumes vigentes nas tribos. Esta entrega era feita durante uma cerimônia que realizavam todos os anos.
Foi triste a despedida da índia Japira, mas era preciso partir. Deixou como presentes ao cacique um facão e uma machadinha, ferramentas de grande valia.
Índia Japira
            De acordo com os costumes de seu povo, Japira, depois da “Cerimônia da Irmanação”, passaria a ter um companheiro. Sua satisfação fora muito grande quando lhe destinaram o homem branco, a quem já se havia apegado. Maior o pesar, quando o viu preparando-se para seguir de volta ao seu povo.
Na madrugada da partida sentia uma dor profunda a corroer-lhe a alma. Nada impediu que a caravana composta de Jerônimo e mais dois indígenas empreendessem viagem. Quando teve a certeza da partida dos viajantes embrenhou-se na selva gesticulando e sussurrando algo incompreensível.
Mais três meses se passaram e a índia notou que teria um filho. Com efeito, no fim do outono de 1817 nasceu-lhe uma menina, uma kariboka – mestiça filha de branco com índio.

Neste intermédio foi proclamada a Independência do Brasil - 1822

A menina mestiça índia Kruro transformou-se numa linda jovem. Sua mãe, antes de morrer contou-lhe sobre sua ascendência.
Alemães chegam ao Rio Grande do sul a partir de 1824 quando vem junto o menino Mathias compondo a primeira leva de 39 imigrantes germânicos.
Esta imigração foi motivada pela necessidade de povoar o sul do Brasil, garantindo a posse do território. Além disso, outro objetivo da busca de alemães era recrutar soldados para reforçar o exército brasileiro, recém-independente.

Na Província do Rio Grande do Sul acontece a Revolução Farroupilha entre 1835 e 1845. Os gaúchos não mais suportavam mais o peso dos impostos cobrados pela corte do Brasil que tinha como Imperador Pedro I. 
Comandados por Bento Gonçalves os farrapos, entre eles Mathias, seguem para SC. Quase perece nos altiplanos catarinenses, mas sobrevive graças à ajuda de um fazendeiro que tinha entre seu pessoal de serviço, uma mestiça indígena, que se perdera dos seus. Surge mais um romance:- Mathias conhece Kruro e mais tarde a leva ao Rio Grande.  Viveram bem por certo tempo e tiveram um filho a quem deram o nome de Theodoro.
 Eis que mais uma guerra vem abalar a paz do sul. Muitos sulinos se viram em combate e como outros alemães, Mathias é convocado.



 Tantos brasileiros e entre eles o alemão Mathias luta na Guerra do Paraguai, que durou de 1864 a 1870. É um bom momento para lembrarmo-nos daquele que é considerado o maior conflito armado da América do Sul.    Era a Tríplice Aliança de Brasil, Uruguai e Argentina contra o Paraguai. Entre as causas havia desentendimentos quanto às fronteiras entre os países, a liberdade de navegação dos rios platinos e outras rivalidades históricas.
Theodoro já com 30 anos passa a morar nos campos de Palmas –naquela época 1870 – região contestada pelas Províncias de Santa Catarina e Paraná. Estabelece-se como posseiro em terras devolutas. Mais tarde este seu chão sagrado passa a pertencer ao Estado do Paraná.  
                                                                                       
Na outra década acontece a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República brasileira.
Maragatos


Theodoro participa em 1894 da Revolução Federalista como Maragato, incorporado às tropas de Gumercindo Saraiva.  Uma guerra civil ocorreu no sul do Brasil logo após a Proclamação da República, instada pelos federalistas, grupo opositor que pretendia libertar o Rio Grande do Sul do poder do novo governo arbitrário. Eram os maragatos versus força dos pica-paus. Famoso foi o Cerco da Lapa no Paraná em que se embateram Federalistas contra os Legalistas do governo. O resultado foi a vitória governamental. Importante é que Theodoro volta ao lar.
Paraná e Santa Catarina não se entendem quanto os seus limites.
Um dos filhos de Theodoro – João cuida de seu pedaço de chão em terras contestadas. Em 1905 colhe erva mate no meio oeste catarinense.
Outro filho, Juvêncio - é empregado na construção da Estrada de ferro São Paulo/ Rio Grande. Por grave arbitrariedade, os colonos são expulsos de suas terras e seu meio de subsistência.

João e Juvêncio têm uma irmã, Maria, que se casa com um paranaense e sai de casa.
1908 - João perde as terras para a Companhia da Estrada de Ferro que expulsa os colonos de suas margens. É espoliado e se vê sem sua fonte de renda. Como tantos outros colonos sem trabalho, sofre as consequências de desmandos. Com isso vira chefe de um reduto de caboclos revoltosos que se irmanam e geram sério conflito. E o conflito vira guerra que se estende por quatro anos.

Na Guerra do Contestado, os chamados jagunços invadem propriedades nas terras do planalto serrano, meio-oeste e planalto norte catarinense.

Juvêncio perde o emprego na ferrovia, mas consegue trabalho como guarda costas de um fazendeiro que defendia suas propriedades, passíveis de serem invadidas pelos fanáticos, devotos de São João Maria. É o chamado, vaqueano.
O cunhado do Paraná, Inácio, é convocado como soldado de um destacamento militar que combate os revoltosos. 

Todos viram agentes na Guerra do Contestado, sujeitos da história.
O chefe jagunço João nas andanças conhece uma moça, Ana Rosa e com seu bando ao atacar sua casa, resolve poupá-la. Gosta da moça e tão logo teve oportunidade, volta para conversar e iniciar um namoro. .Em plena guerrilha pode surgir uma paixão. Coração não conhece guerra e não escolhe hora para entregar-se aos encantos de alguém que lhe impressione.
A população civil, da qual Ana Rosa faz parte, também é agente social na Guerra.
Angelina estava para se casar com Juvêncio quando os revoltosos levaram seu noivo. Como ele fugiu dos fanáticos que estavam acampados no planalto catarinense, região de litígio?
Madrugou e às 5 h da manhã foi lavar o rosto num riacho e viu refletida na água a chegada dos militares. Jogou-se ao chão e foi rolando grota abaixo e safou-se. Logo adiante ouviu o tiroteio das winchesters que arrasou o reduto e boa parte dos revoltosos arranchados. Continuou pela vida afora a levantar cedo porque foi o fato de ser madrugador que lhe salvou a vida. E o devolveu à Angelina e à esperança de dias melhores.
E a Guerra na região contestada termina em 1916 com o acorde dos limites entre Paraná e Santa Catarina.

Hummm... E até hoje esta história não está bem contada. Importa é que esta área abriga um povo aguerrido, congregado e batalhador.
            Assim deixamos inacabada esta história de encontros e desencontros, covardia e coragem, fanatismo, bravuras, fugas e grandes amores no chão sulino.
 Sinira Damaso Ribas         Sinira10@yahoo.com.br


Nota: As publicações deste Blog podem ser utilizadas pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: RIBAS, Sinira Damaso. Nome da postagem in blog Sinira Ribas , Disponível em http://lsinira10.blogspot.com.br


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CAMINHO DOS PRÍNCIPES



Passando pela BR 477 e outras rodovias do Planalto Norte Catarinense nos deparamos com uma placa que diz:
                                CAMINHO DOS PRÍNCIPES




Mas que caminho?  ... E que príncipes?
Por que esta região é conhecida como Caminho dos Príncipes? ... Porque estas terras do Planalto Norte compunham parte do dote de casamento da Princesa Francisca Carolina, irmã de D. Pedro II quando se casou com o Príncipe de Joinville.

                                                   Regiões Turísticas de Santa Catarina


D    Santa Catarina está dividida em dez regiões turísticas. A nossa região leva o nome pomposo de Caminho dos Príncipes. 
. Pe No “Mappa Topographico” organizado pelo Engenheiro Diogo Rodrigues Vasconcellos e desenhado por Guilherme Thompson em 1890 constam as terras do Patrimônio Dotal de Altezas Imperiais (Zona Contestada entre os Estados do Paraná e  Santa Catharina).




Na região de Papanduva constam  inscritos, na ordem do sul para o norte: Salto do rio Itajahy. Alto Plaino do Papanduva. São Thomaz de Papanduva. Ribeirão Papanduva. Passo da Cruz. Passo Ruim.                                                                                                              
Fazem parte do Caminho dos Príncipes as regiões Nordeste, Litoral Norte e o planalto Norte do Estado de Santa Catarina.

 O Caminho dos Príncipes reúne as cidades de Joinville, São Francisco do Sul, Campo Alegre, Corupá, São João do Itaperiú, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Itaiópolis, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba, Monte Castelo, Araquari, Garuva, Guaramirim, Mafra, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul e Schroeder.

                                                                    Sinira Damaso Ribas Sócia/fundadora do INGESC.
                                                                                  Membro da Academia de Letras do Brasil/Canoinhas
                                                                                                                            sinira.ribas@outlook.com

Mas quem era a Princesa Dona Francisca?
Bora pesquisar História do Brasil

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sábado, 28 de outubro de 2017

SESSÃO SOLENE DE POSSE DE NOVOS ACADÊMICOS NA ACADEMIA DE LETRAS DO BRASIL/CANOINHAS




Em 26 de outubro de 2017 tomei posse na Academia de Letras do  Brasil/Canoinhas, juntamente com  três confrades, em cerimônia presidida pela atual presidente  Soeli Regina da Silva Lima.



A Academia de Letras de Canoinhas fundada em 2014 é uma associação literária, filosófica e cultural.


O objetivo da Academia de Letras é a identificação de escritores, estímulo da leitura e da escrita e a organização de segmentos culturais no Planalto Norte.




Como deveria escolher um patrono, pessoa entre os grandes vultos da cultura brasileira, a escolha recaiu no nome do estadista Luiz Henrique da Silveira, figura única que marcou a história de Santa Catarina com um legado de bons exemplos e grandes obras. Consta de sua biografia, além de aspectos culturais e humanos, sua dedicação à causa pública.










Currículo de Sinira Damaso Ribas

                                                                                Por Marilza Silveira Senna



Sinira Damaso Ribas é natural de Papanduva SC,  filha de Jahyr Damaso da Silveira e Alice Furtado da Silveira.
Cursou Pedagogia e posteriormente especialização em Administração Escolar pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Palmas, PR.
Concluiu o Curso de pós-graduação em Interdisciplinaridade pela CELER Faculdades de Xaxim SC.
 De 2010 a 2014 Sinira cursou pós-graduação em Parapsicologia Social e Institucional Sistema Grisa em Curitiba PR.
            Sinira Damaso Ribas ingressou no Magistério  no Grupo Escolar Alinor Vieira Côrte de Papanduva. Aí então contribuiu para a transformação desta escola em Ginásio Normal Marcílio Santiago, grande conquista para a comunidade que só dispunha do ensino primário.
 Sinira Damaso da Silveira casou-se com Nataniel Rezende Ribas, com quem teve três filhos, Humberto Jair Damaso Ribas, Silmara Damaso Ribas e Daniela Damaso Ribas, hoje cidadãos atuantes na comunidade de Papanduva.
            Sinira  participou da criação do Colégio Papanduva, em 1972, com curso de Contabilidade e Magistério.
Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Formação de Professores, lecionando Didática no Colégio Papanduva, por longo tempo.
Como Administradora Escolar lotada na 8ª UCRE, atuou por certo tempo junto à equipe de supervisão escolar nos municípios de Porto União, Irineópólis, Canoinhas, Três Barras, Monte Castelo, Papanduva, Itaiópolis, Campo Alegre, Rio Negrinho e São Bento do Sul.
Foi professora, auxiliar de direção, diretora de escola e se aposentou como Supervisora Escolar pelo município de Papanduva e Monte Castelo, tendo muito se empenhado na criação de escolas. Atuou inclusive junto às escolas municipais dos dois municípios.
De 2001 a 2005 foi tutora de um Curso de Pedagogia pela Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, na modalidade a distância.
Na verdade, Sinira pouco se afastou da educação escrevendo obras didáticas e paradidáticas entre outros estilos de literatura.
 Obras Literárias:
Escreveu em 2004 – “Síntese Histórica de Papanduva”, obra didática direcionada aos alunos do Curso Fundamental, doada à Câmara de Vereadores de Papanduva.
Escreveu e lançou em 2004 “Resgate de Memórias. Papanduva em Histórias. Famílias”.
Em 2006 lançou o romance histórico – “O Amor do Tropeiro nos Caminhos do Sul”, trabalho de resgate da época do tropeirismo.
  Em 2008 lançou as “Coleções Corpo Enxuto I ” versando sobre Obesidade Infantil.
Editou em 2009 as “Coleções Corpo Enxuto II” sobre Combate à Obesidade Infantil.
Editou em 2009 “Brasilidade. Historia e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Editou em 2010 “Identidades. Historia e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.
Em 2016 publicou – “Dois Tons de Tempo. Antologia de Contos & Poesias” pela Lura Editorial. Httpp://sinira10.blogspot.com
● Publicou Coletânea de Artigos, Ensaios, Crônicas Históricas e Pedagógicas, em jornais da região, Revista História Catarina, Portais de Internet e no seu próprio blog – Sinira Ribas.
Sinira como sócia fundadora do Instituto de Genealogia do Estado de Santa Catarina – INGESC concedeu entrevistas e proferiu palestras em Lages e Florianópolis sobre “Formação das Famílias do Planalto Norte de Santa Catarina”.
Como conhecedora da História do Contestado proferiu várias palestras na Radio Cultura de Curitiba no Programa Nossa História.
Sinira Damaso Ribas tem formação em Reiki, Terapia Floral e Terapia Ortomolecular.
Sinira conta ainda com muitas outras aptidões com que foi dotada pelo criador, além de mãe, esteio de família e amiga de muitas pessoas de todas as classes sociais.

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Biografia do Patrono da Cadeira nº 19 da Academia Brasileira de Letras/Canoinhas
 Luiz Henrique da Silveira
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Discurso de Defesa do Patrono Luiz Henrique da Silveira em posse na Academia de Letras do Brasil/ Canoinhas
Por Sinira Damaso Ribas

            Senhora Presidente, Senhoras e Senhores Acadêmicos, autoridades e ilustres convidados.
Ao ocupar esta Cadeira, determinei defender como patrono,
Luiz Henrique da Silveira.
            Poderemos dar apenas uma pincelada fugaz sobre sua biografia, não por acaso, muito extensa e muito rica.
Filho de Moacir Iguatemy da Silveira e Delcides Clímaco da Silveira, Luiz Henrique nasceu em Blumenau, Santa Catarina em 1940, mudando para Florianópolis ainda muito novo. Casado com a brusquense Ivete Marli Appel da Silveira, tinha dois filhos.
Luiz Henrique tinha genética e sangue de estadista, pois na sua genealogia se encontra um ancestral  Luís Maurício da Silveira que de 1805 a 1817 foi o Governador da Capitania de Santa Catarina.
Era formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Ainda em Florianópolis, tornou-se professor de História Geral do Colégio Coração de Jesus. Em 1966 transferiu-se para Joinville, onde montou sua banca de advocacia e ministrou aulas de Português e História Geral no Colégio Bom Jesus e de Direito Público e Privado na atual Univille.
Marcante em sua vasta biografia foi sua atuação em 11 mandatos eletivos marcando sua vida pública por mais de 44 anos, sendo eleito cinco vezes deputado, três vezes prefeito de Joinville, duas vezes governador do Estado de Santa Catarina e uma vez Senador da República em cujo mandato veio a falecer em 2015. Foi inclusive, Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia (1987-1988) 
Além do direito e do magistério, Luiz Henrique dedicou-se às letras, escrevendo quatro livros, artigos para jornais do interior de Santa Catarina e crônicas para o jornal A Notícia de Joinville, por mais de 40 anos.

Luiz Henrique era um mago das palavras, construindo-as, desconstruindo-as, criando uma linguagem sóbria para expressar seus pensamentos em discursos, palestras, pronunciamentos, livros, artigos  e crônicas.
             OBRAS PUBLICADAS
- Curso Básico de Direito do Trabalho na UDESC (1969)
- O Gesto e a Palavra (1975)
- O Exercício da Legalidade (1976)
- Sempre aos Domingos, Editora Horizonte, Brasília (1995) 
            As crônicas de Luiz Henrique da Silveira versavam sobre os mais diversos temas e muitas vezes se apresentava a oportunidade e o dever do  cidadão de transmitir suas experiências cotidianas, escrever e reescrever a vida.
Luiz Henrique da Silveira, extraordinário homem público, foi um cidadão que marcou a história de Santa Catarina, um político que deixou, não apenas uma condição de mudança profunda na forma de administrar, mas também um legado de grandes obras em prol da educação e da cultura. Além de estadista, foi um grande humanista, pessoa ética e íntegra.
Recebeu inúmeros títulos, condecorações e medalhas.
Luiz Henrique da Silveira soube inovar, edificar, ensinar o relacionamento, construir pontes de diálogo e de convivência e por isso se transformou em um dos maiores nomes da história da cultura de Santa Catarina. Era também um realizador destacável com obras visionárias que projetaram o nosso Estado para o futuro.
                                                                          
De 1977 a 2014 cumpriu inúmeras missões no exterior defendendo as causas brasileiras na ONU e em diversos países como Estados Unidos,  Cuba, Haiti,  Argentina, México, Venezuela, Paraguai, Uruguai,   Alemanha, Portugal Romênia, Tchecoslováquia, Índia, França, Itália, Suíça, Rússia, Espanha,  Bélgica, República Tcheca e à Eslováquia,  China e no Estado insular de Taiwan.
            E mais, Luiz Henrique sendo muito culto, tinha visão de futuro. Conseguia conciliar a arte da escrita com o ofício da política.  Era um poeta, um compositor.  Compôs duas músicas: Canto de praia e O Monge Tibetano. Muitas vezes, em seus discursos, falava uma bela frase ou uma poesia. 
         Por esse motivo, considero Luiz Henrique da Silveira uma escolha justa e seu patronato uma homenagem válida para a participação nesta egrégia instituição.

Papanduva, outubro de 2017.

sinira10@yahoo.com.br

ANO NOVO JUDAICO ROSH HASHANAH 2018

VIRADA PARA O ANO JUDAICO de 5779 Neste domingo, 09 de setembro de 2018 , tão logo apareça a primeira estrela no céu, milhões ...