quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

SOS XISTO


N Ã O  A O  X I X T O
                                                                                                 



SOS Planalto Norte de Santa Catarina
Na mira de mineradoras de Xisto está Canoinhas, Papanduva, Três Barras e Itaiópolis

Extração de óleo de XISTO. Vantagem econômica, maldade para o meio ambiente.
Há no Município de Papanduva  afloramento de Xisto pirobetuminoso, bem como em  alguns municípios vizinhos.
A extração do óleo de XISTO em Papanduva abre perspectivas sinistras ao meio ambiente, alarmando a população do Planalto Norte de Santa Catarina. Uma rocha – o xisto – é um polêmico meio de extrair petróleo e gás que ganhou peso na produção energética.
Papanduva, município do Planalto Norte de Santa Catarina se vê na iminência de tornar-se a próxima vítima da ganância e o descaso pelo meio ambiente. Os munícipes choram antevendo o desastre ecológico que está prestes a se iniciar por tratar-se de um processo poluente e prejudicial à saúde.
Pensa-se que a extração do óleo de xisto pode gerar impostos e alavancar a economia, mas muitos ignoram o prejuízo para a saúde das pessoas e animais. Atentemos para o mal que se causa à natureza colocando em risco nosso maior patrimônio que é a terra é a água.
A exploração de xisto é cara, trabalhosa, extremamente poluente e de pouco retorno.
“Os impactos ambientais ocasionados pela exploração de xisto são: poluição hídrica, emissões gasosas de enxofre e alto risco de combustão espontânea dos resíduos remanescentes da rocha sedimentar”, segundo
publicação de   Wagner de Cerqueira e Francisco em Fontes de Energia.


Um estudo, de Helvio Rech, da Universidade Federal do Pampa (RS), detectou que a exploração do xisto está diretamente relacionada à incidência de problemas respiratórios na população. 
O xisto explorado a céu aberto é minerado  demandando grandes movimentações de terras, detonações de rochas para que possam ser removidas por uma grande draga e depois transportadas aos britadores e até às retortas.
O xisto retortado é bombeado sob forma de grossa lama para a reserva construída para este fim visando prevenir quanto ao perigo de combustão espontânea, devido à presença de carbono residual e pirita.

A pirita exposta ao meio ambiente durante o processo de mineração e escavação pode reagir com oxigênio e água produzindo ácido sulfúrico e  lixiviando o solo.
A Empresa Irati Energia que pretende explorar o xisto na região de terras produtivas de Papanduva, leva em conta as vantagens de
infraestrutura já existente como rodovias municipais e federais, ramal ferroviário, linhas de energia elétrica, portos próximos, bem como uma ampla rede de distribuidores independentes de óleo combustível.
A Irati Energia, empreitada no Brasil da gigante canadense Forbes & Manhattan, foi criada em 2011 para explorar o xisto da região.
Em Papanduva a oposição popular é grande e algumas ações já mobilizam a sociedade. Os agricultores reagem à ideia nefasta de perfurar suas terras e destruir suas lavouras com prejuízos ao ecossistema como um todo. Opositores alegam que método pode envenenar reservas subterrâneas de água, o que seria deplorável. Existem evidências científicas definitivas para muitas das questões mais contestadas. Sabemos que mesmo com algumas vantagens, as desvantagens são expressivas tais como perturbações na   superfície,   poluição significativa do ar, terras e lençol freático.



No DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral) foi protocado para região do Planalto Catarinense -“Requerimento de Autorização de Pesquisa” de consulta em fevereiro de 2019 em cinco processos em SC de nºs 11.804 a 11.808 para áreas de Canoinhas, Três Barras, Papanduva, Itaiópolis. Isto em nome de Falcom  Petróleo   S.A. com sede em Minas Gerais. Os sócios desta empresa estão ligados à Irati Energia com sede em Curitiba. Ambas, como muitas outras, são alavancadas financeiramente pela poderosa Canadense Forbes & Manhattan.
 E as tais licenças de LP, LI e LO não tiraram ainda. Vão ter que pedir autorização de lavra,  submeter ao DNPM e depois entrar com as licenças ambientais. Os sócios destas empresas são gente de alto gabarito no mundo minerário. Daqui querem óleo de baixa qualidade para fins energéticos mais grosseiros. Estão pesquisando há tempos e há quem os apoie.

Informações vitais pertencem a todos, sonegá-las é ir contra a vida.

Sou grata pela divulgação do conteúdo de minhas publicações incondicionalmente e muito me sentirei honrada se citar a  fonte

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

ARQUITETURA E URBANISMO

ARQUITETO E URBANISTA
RAFAEL HENRIQUE RIBAS ALMEIDA 
rafaelhribas@hotmail.com
(41) 99747 9807

ARQUITETURA - ENGENHO E ARTE
          

Seja em pequenos ambientes, seja em grandes cidades, a arquitetura considerando a escala humana vai muito além da estética ao ajudar a moldar a funcionalidade dos espaços, tornando-os extensões úteis e práticas da vida. O espaço urbano é qualificado e as cidades são feitas para serem vividas a partir da rua.    

O que você procura?

Arquitetura - arte de organizar o espaço
Traços - projeção de sonhos


                                                 * * * 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

EXTRAÇÃO DE XISTO EM PAPANDUVA


                                                                   X I S T O

       Extração de óleo de XISTO. Vantagem econômica,     maldade para o meio ambiente.

A extração do óleo de XISTO em Papanduva abre perspectivas sinistras ao meio ambiente, alarmando a população do Planalto Norte de Santa Catarina. Uma rocha – o xisto – é um polêmico meio de extrair petróleo e gás que ganhou peso na produção energética.
Há quem tem apoiado politicamente a produção de óleo de xisto, mesmo com a controvérsia ambiental que cerca a questão.
Papanduva, município do Planalto Norte de Santa Catarina se vê na iminência de tornar-se a próxima vítima da ganância e o descaso pelo meio ambiente. Os munícipes choram antevendo o desastre ecológico que está prestes a se iniciar.
Pensa-se que a extração do óleo de xisto pode gerar impostos e alavancar a economia, mas e o prejuízo para a saúde das pessoas e animais? Atentemos para o mal que se causa à natureza colocando em risco nosso maior patrimônio que é a terra é a água.

O xisto é uma camada de rocha sedimentar originada sob temperaturas e pressões elevadas, contendo matéria orgânica, disseminada em seu meio mineral. Ao aquecer essa rocha obtém-se um óleo que em seguida é refinado,  idêntico ao petróleo de poço, sendo um combustível muito valorizado. É possível produzir gasolina, gás combustível e enxofre através do óleo encontrado no xisto betuminoso. No entanto, a exploração de xisto é cara, trabalhosa, extremamente poluente e de pouco retorno.
“Os impactos ambientais ocasionados pela exploração de xisto são: poluição hídrica, emissões gasosas de enxofre e alto risco de combustão espontânea dos resíduos remanescentes da rocha sedimentar”, segundo
publicação de   Wagner de Cerqueira e Francisco em Fontes de Energia.
O Brasil explora o xisto comercialmente desde 1972, quando a Petrobras abriu sua refinaria de Industrialização do Xisto, a SIX, em São Mateus do Sul (PR). A atividade apresenta dois impactos ambientais salientes. O primeiro, ligado ao processo de abertura das minas, envolve a retirada da vegetação e do solo. O segundo, relacionado ao processamento e refino, é a emissão de gases-estufa. Um estudo, de Helvio Rech, da Universidade Federal do Pampa (RS), detectou que a exploração do xisto está diretamente relacionada à incidência de problemas respiratórios na população. 
A Empresa Irati Energia que pretende explorar o xisto na região de agricultura mais rica de Papanduva, leva em conta as vantagens de
infraestrutura já existente como rodovias municipais e federais, ramal ferroviário, linhas de energia elétrica, portos próximos, bem como uma ampla rede de distribuidores independentes de óleo combustível.
A Irati Energia, empreitada no Brasil da gigante canadense Forbes & Manhattan, foi criada em 2011 para explorar o xisto da região.

Em Papanduva a oposição popular é grande e algumas ações já mobilizam a sociedade. Os agricultores reagem à ideia nefasta de perfurar suas terras e destruir suas lavouras com prejuízos ao ecossistema como um todo. Opositores alegam que método pode envenenar reservas subterrâneas de água, o que seria deplorável. Contribuindo para agravar a situação está a carência de evidências científicas definitivas para muitas das questões mais contestadas. Ainda estamos no escuro, mas sabemos que mesmo com algumas vantagens, as desvantagens são expressivas tais  como perturbações   na   superfície,   poluição significativa do ar, terras e das águas.
Eis a questão.

                                                                         #XISTONÃO



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

ESPAÇO QUANTUM TERAPÊUTICO

Espaço Quantum Terapêutico

Saúde Quântica e Terapia Vibracional


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Florais Vibracionais Fisioquantic e

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Florais de Bach, Minas e Saint Germain.

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Oligominerais transdérmicos e uso oral.


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 Sinira Ribas - Terapeuta de Florais Vibracionais e Ortomolecular. Terapias Integrativas. Saúde Quântica

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domingo, 19 de agosto de 2018

A PREGUIÇA DAS MANHÃS


                                

                                  

           Crônica

                                                                 
Pediram-me uma crônica e assim sendo devo retratar o cotidiano.
Lembrei que diuturnamente passo por uma experiência como a de 15% da humanidade, ou seja, preguiça de acordar cedo e vontade de ficar alerta até altas horas.
Algumas pessoas são cotovias e outras são corujas. Pois é, quisera ser certinha, disciplinada, esperta e produtiva pela manhã, mas qual! Sou dorminhoca e sonolenta.

Horários rígidos nunca foram o meu forte, porque gostaria de dormir enquanto milhões trabalham e de virar vagalume enquanto a humanidade descansa. Odeio despertadores – ahhh... Quero dormir mais um pouquinho.
Hoje, como aposentada, dou-me ao luxo de criar os hábitos que me agradam. Mas, morando no sul do mundo, o frio nos obriga ao recolhimento mais cedo e aí sem querer, faço alguma meditação, mas como parte da minha índole, é difícil deixar de pensar e esvaziar a mente, apesar das inúmeras vantagens desta prática milenar.   
Não me queixo da minha genética, ao contrário, gosto dela, porque depois de realmente despertar, sou ativa, esperta e antenada. Sempre tive senso de humor e ânimo para aguentar as lambadas do viver.

O médico francês Jacques Menétriér já explicava esta constituição das pessoas e as classificava de “diátese” um ou dois, enquanto jovem. Depois, para quem não se cuida, as coisas se complicam e o indivíduo é promovido para diátese três ou quatro, mas aí é outra história.
Como ia dizendo, algumas pessoas são madrugadoras, outras, como eu, são notívagas, e outras ainda ficam em algum patamar intermediário, com certa vantagem.
Imaginem como na adolescência tive que adaptar-me a viver em colégio interno com horários rígidos de dormir às 20 horas e acordar muitíssimo cedo, totalmente contra a minha natureza de coruja. Assim sendo, vivia em desacordo com o cronograma da vida que me rodeava. Com isso tinha déficit de sono, mas enfim, sobrevivi.

Sempre gostei de noites tardias e faz parte de meu estilo de vida que afeta meu humor, disposição e função cognitiva. Tenho resistência ao longo do dia e rendo mais à medida do passar das horas.
Uma pesquisa apurou que as “corujas/notívagas” exibem maior capacidade de raciocínio e habilidades analíticas que as “cotovias” que se deitam mais cedo. Nem tudo está perdido. Alguma vantagem teria que haver, ora bolas.
Foi difícil adaptar o meu relógio, o meu ritmo com o resto do mundo.



À parte, acrescento que o arquétipo da coruja é maravilho. Provoca elevadíssima autoestima, prosperidade, crescimento, realização, sabedoria e poder. O impacto emocional deste arquétipo nunca deve ser subestimado.
Vamos levando, pois saltitamos na corda bamba e todo mundo precisa aprender a equilibra-se e enfrentar as vicissitudes do cotidiano e os percalços da vida.
    E assim vai, assim vou! E segue o baile!
    Bons sonhos e realizações! Mexam-se Corujas e Cotovias!

 sinira10@yahoo.com.br


sexta-feira, 1 de junho de 2018

CONTO - O CHÃO SULINO

         A LURA EDITORIAL neste ano lança “O CANTO DOS CONTOS” na 25ª Bienal Internacional do Livro que acontece no Pavilhão do Anhembi em São Paulo, de 03 a 12 de agosto de 2018.                                   


           
  Solicitaram-me um conto com certas exigências que tive que obedecer, caso contrário, não se encaixaria numa Antologia. E o que significa? Antologia é uma compilação de textos usada para categorizar coleções de obras curtas, tais como histórias breves e romances sintéticos, agrupados em um único volume para publicação. Neste caso, deverá ser um romance com apenas cinco páginas e no máximo 10.000 caracteres. 

O gênero textual que ora se apresenta caracteriza-se como Romance Histórico de Ficção. Trata-se de obra com conteúdo imaginário, mas parcialmente baseada em fatos reais. Como tal é ficção com enredo e personagens fictícios em um cenário histórico.
Por ser de narrativa curta, condensa e potencia no seu espaço todas as possibilidades da ficção, muito embora o cenário seja variado e a trama se desenrole em vários locais dos Estados do sul, tratando-se então de romance regionalista, indianista e histórico

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                                                               O Chão Sulino

Escolhi o gênero literário romance histórico em que a composição das personagens e narrativa ficcional esteja em concordância com fatos que realmente aconteceram. Procurei produzir um conto em que, no período de cem anos no chão sulino, apareçam a Revolução Farroupilha, a Guerra do Paraguai, a Revolução Federalista e a Guerra do Contestado. É muita história para pouco espaço, por isso procuro ser sucinta e não comentar sobre usos e costumes da época.
    
Nossa história acontece no intermédio de 100 anos -1816 – 1916.
São dois marcos importantes para o Estado brasileiro.
Em 1817 nasce no planalto serrano catarinense, numa aldeia de Xokleng, a ascendente de heróis de nosso conto. Nasce, um ano antes, na Alemanha, também um ascendente destes mesmos heróis.
Iniciemos com a história de um tropeiro e de uma indígena.                                                   
Nesta viagem parto hoje e chego ontem!
Cheguei a julho de 1816.


Tropeiros seguiam seu destino rumo à Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul. Jerônimo era o chefe da tropeada, acompanhado de vários peões de jornada. Depois da Serra do Espigão chegaram aos campos de cima da serra. Quando da travessia de um rio, caudaloso após a chuva, sofreram um acidente e o tropeiro chefe caiu no rio... Rodou com sua mula e foi tragado pela correnteza. 
Jerônimo desapareceu entre o turbilhão das águas e foi arrastado rio abaixo. Logo se desprendeu de sua mula, que retornou à margem e fugiu em disparada pelo matagal adentro, com o restante de sua carga amarrada aos tentos.
O tropeiro, com o ombro sangrando roubando-lhe as forças, enroscou-se num galho de uma árvore ribeirinha, cerca de quinhentas braças abaixo do ponto da travessia. Arrastou-se até a margem direita e recebeu ainda uma forte pancada de um tronco que descia, acertando-lhe a cabeça. Rastejou até um pequeno descampado e prostrou-se desmaiado.               
            Entre o pessoal da tropa, a consternação foi total. Os peões se dividiram, para que alguns procurassem o companheiro desaparecido enquanto outros prosseguiram viagem.
Jerônimo ficara muito tempo desacordado.  Como morto, ao relento, não viu a noite passar. Amanhece o dia e o sol enxuga-lhe a roupa e aquece o corpo. Acorda com lambidas do seu cão Pancho.
É encontrado por uma índia que o leva para um abrigo.
Foi envolto em peles, acomodado em seus próprios pelegos e coberto com seu precioso pala, recolhido das bruacas que não se perderam, por terem sido firmemente atadas à mula que acompanhava seu dono.
 Vagas de calafrio sacudiam-lhe o corpo. Permaneceu febril por muitos dias e noites. Cuidava que ainda estivesse com sua viola à mão e certa feita, balbuciou uns versos de amor que encantaram a moça que lhe fazia companhia. Usaram o seu próprio unguento, encontrado em seus pertences, soberano para curar chagas e fraturas.
Jerônimo, aos poucos ia se recuperando... Enquanto isso, com muito custo, reaprendeu a andar e tão logo conseguiu montar a sua mula, planejou empreender viagem retornando às suas atividades de tropeiro. Providenciou sua saída de junto dos silvícolas, com quem fizera sólida amizade. Com o tempo passou a compreender o linguajar dos nativos e a se entender com aquela gente, de quem dantes tivera uma diferente concepção.
Quando já estava quase restabelecido, os selvagens ofereceram-lhe uma índia como companheira, segundo os costumes vigentes nas tribos. Esta entrega era feita durante uma cerimônia que realizavam todos os anos.
Foi triste a despedida da índia Japira, mas era preciso partir. Deixou como presentes ao cacique um facão e uma machadinha, ferramentas de grande valia.
Índia Japira
            De acordo com os costumes de seu povo, Japira, depois da “Cerimônia da Irmanação”, passaria a ter um companheiro. Sua satisfação fora muito grande quando lhe destinaram o homem branco, a quem já se havia apegado. Maior o pesar, quando o viu preparando-se para seguir de volta ao seu povo.
Na madrugada da partida sentia uma dor profunda a corroer-lhe a alma. Nada impediu que a caravana composta de Jerônimo e mais dois indígenas empreendessem viagem. Quando teve a certeza da partida dos viajantes embrenhou-se na selva gesticulando e sussurrando algo incompreensível.
Mais três meses se passaram e a índia notou que teria um filho. Com efeito, no fim do outono de 1817 nasceu-lhe uma menina, uma kariboka – mestiça filha de branco com índio.

Neste intermédio foi proclamada a Independência do Brasil - 1822

A menina mestiça índia Kruro transformou-se numa linda jovem. Sua mãe, antes de morrer contou-lhe sobre sua ascendência.
Alemães chegam ao Rio Grande do sul a partir de 1824 quando vem junto o menino Mathias compondo a primeira leva de 39 imigrantes germânicos.
Esta imigração foi motivada pela necessidade de povoar o sul do Brasil, garantindo a posse do território. Além disso, outro objetivo da busca de alemães era recrutar soldados para reforçar o exército brasileiro, recém-independente.

Na Província do Rio Grande do Sul acontece a Revolução Farroupilha entre 1835 e 1845. Os gaúchos não mais suportavam mais o peso dos impostos cobrados pela corte do Brasil que tinha como Imperador Pedro I. 
Comandados por Bento Gonçalves os farrapos, entre eles Mathias, seguem para SC. Quase perece nos altiplanos catarinenses, mas sobrevive graças à ajuda de um fazendeiro que tinha entre seu pessoal de serviço, uma mestiça indígena, que se perdera dos seus. Surge mais um romance:- Mathias conhece Kruro e mais tarde a leva ao Rio Grande.  Viveram bem por certo tempo e tiveram um filho a quem deram o nome de Theodoro.
 Eis que mais uma guerra vem abalar a paz do sul. Muitos sulinos se viram em combate e como outros alemães, Mathias é convocado.



 Tantos brasileiros e entre eles o alemão Mathias luta na Guerra do Paraguai, que durou de 1864 a 1870. É um bom momento para lembrarmo-nos daquele que é considerado o maior conflito armado da América do Sul.    Era a Tríplice Aliança de Brasil, Uruguai e Argentina contra o Paraguai. Entre as causas havia desentendimentos quanto às fronteiras entre os países, a liberdade de navegação dos rios platinos e outras rivalidades históricas.
Theodoro já com 30 anos passa a morar nos campos de Palmas –naquela época 1870 – região contestada pelas Províncias de Santa Catarina e Paraná. Estabelece-se como posseiro em terras devolutas. Mais tarde este seu chão sagrado passa a pertencer ao Estado do Paraná.  
                                                                                       
Na outra década acontece a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República brasileira.
Maragatos


Theodoro participa em 1894 da Revolução Federalista como Maragato, incorporado às tropas de Gumercindo Saraiva.  Uma guerra civil ocorreu no sul do Brasil logo após a Proclamação da República, instada pelos federalistas, grupo opositor que pretendia libertar o Rio Grande do Sul do poder do novo governo arbitrário. Eram os maragatos versus força dos pica-paus. Famoso foi o Cerco da Lapa no Paraná em que se embateram Federalistas contra os Legalistas do governo. O resultado foi a vitória governamental. Importante é que Theodoro volta ao lar.
Paraná e Santa Catarina não se entendem quanto os seus limites.
Um dos filhos de Theodoro – João cuida de seu pedaço de chão em terras contestadas. Em 1905 colhe erva mate no meio oeste catarinense.
Outro filho, Juvêncio - é empregado na construção da Estrada de ferro São Paulo/ Rio Grande. Por grave arbitrariedade, os colonos são expulsos de suas terras e seu meio de subsistência.

João e Juvêncio têm uma irmã, Maria, que se casa com um paranaense e sai de casa.
1908 - João perde as terras para a Companhia da Estrada de Ferro que expulsa os colonos de suas margens. É espoliado e se vê sem sua fonte de renda. Como tantos outros colonos sem trabalho, sofre as consequências de desmandos. Com isso vira chefe de um reduto de caboclos revoltosos que se irmanam e geram sério conflito. E o conflito vira guerra que se estende por quatro anos.

Na Guerra do Contestado, os chamados jagunços invadem propriedades nas terras do planalto serrano, meio-oeste e planalto norte catarinense.

Juvêncio perde o emprego na ferrovia, mas consegue trabalho como guarda costas de um fazendeiro que defendia suas propriedades, passíveis de serem invadidas pelos fanáticos, devotos de São João Maria. É o chamado, vaqueano.
O cunhado do Paraná, Inácio, é convocado como soldado de um destacamento militar que combate os revoltosos. 

Todos viram agentes na Guerra do Contestado, sujeitos da história.
O chefe jagunço João nas andanças conhece uma moça, Ana Rosa e com seu bando ao atacar sua casa, resolve poupá-la. Gosta da moça e tão logo teve oportunidade, volta para conversar e iniciar um namoro. .Em plena guerrilha pode surgir uma paixão. Coração não conhece guerra e não escolhe hora para entregar-se aos encantos de alguém que lhe impressione.
A população civil, da qual Ana Rosa faz parte, também é agente social na Guerra.
Angelina estava para se casar com Juvêncio quando os revoltosos levaram seu noivo. Como ele fugiu dos fanáticos que estavam acampados no planalto catarinense, região de litígio?
Madrugou e às 5 h da manhã foi lavar o rosto num riacho e viu refletida na água a chegada dos militares. Jogou-se ao chão e foi rolando grota abaixo e safou-se. Logo adiante ouviu o tiroteio das winchesters que arrasou o reduto e boa parte dos revoltosos arranchados. Continuou pela vida afora a levantar cedo porque foi o fato de ser madrugador que lhe salvou a vida. E o devolveu à Angelina e à esperança de dias melhores.
E a Guerra na região contestada termina em 1916 com o acorde dos limites entre Paraná e Santa Catarina.

Hummm... E até hoje esta história não está bem contada. Importa é que esta área abriga um povo aguerrido, congregado e batalhador.
            Assim deixamos inacabada esta história de encontros e desencontros, covardia e coragem, fanatismo, bravuras, fugas e grandes amores no chão sulino.
 Sinira Damaso Ribas         Sinira10@yahoo.com.br


Nota: As publicações deste Blog podem ser utilizadas pelo(a) interessado(a), desde que citada a fonte: RIBAS, Sinira Damaso. Nome da postagem in blog Sinira Ribas , Disponível em http://lsinira10.blogspot.com.br


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CAMINHO DOS PRÍNCIPES



Passando pela BR 477 e outras rodovias do Planalto Norte Catarinense nos deparamos com uma placa que diz:
                                CAMINHO DOS PRÍNCIPES




Mas que caminho?  ... E que príncipes?
Por que esta região é conhecida como Caminho dos Príncipes? ... Porque estas terras do Planalto Norte compunham parte do dote de casamento da Princesa Francisca Carolina, irmã de D. Pedro II quando se casou com o Príncipe de Joinville.

                                                   Regiões Turísticas de Santa Catarina


D    Santa Catarina está dividida em dez regiões turísticas. A nossa região leva o nome pomposo de Caminho dos Príncipes. 
. Pe No “Mappa Topographico” organizado pelo Engenheiro Diogo Rodrigues Vasconcellos e desenhado por Guilherme Thompson em 1890 constam as terras do Patrimônio Dotal de Altezas Imperiais (Zona Contestada entre os Estados do Paraná e  Santa Catharina).




Na região de Papanduva constam  inscritos, na ordem do sul para o norte: Salto do rio Itajahy. Alto Plaino do Papanduva. São Thomaz de Papanduva. Ribeirão Papanduva. Passo da Cruz. Passo Ruim.                                                                                                              
Fazem parte do Caminho dos Príncipes as regiões Nordeste, Litoral Norte e o planalto Norte do Estado de Santa Catarina.

 O Caminho dos Príncipes reúne as cidades de Joinville, São Francisco do Sul, Campo Alegre, Corupá, São João do Itaperiú, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Itaiópolis, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba, Monte Castelo, Araquari, Garuva, Guaramirim, Mafra, Papanduva, Rio Negrinho, São Bento do Sul e Schroeder.

                                                                    Sinira Damaso Ribas Sócia/fundadora do INGESC.
                                                                                  Membro da Academia de Letras do Brasil/Canoinhas
                                                                                                                            sinira.ribas@outlook.com

Mas quem era a Princesa Dona Francisca?
Bora pesquisar História do Brasil

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SOS XISTO

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