MUITA ÁGUA EM PAPANDUVA - fevereiro 2015





                                                    


Há poucos dias, a cidade de Papanduva sofreu um problema de enxurrada e enchente que durou poucas horas, mas que causou grandes transtornos e prejuízos à população.
É preciso que sejam limpos todos os córregos, os pequenos afluentes do rio Papanduva e que seja feita a dragagem do próprio rio dentro da cidade, aquém e além da ponte da BR 116, porque o rio precisa de vazão muito maior. A gora que a Fatma concedeu a licença, possivelmente se fará realizar esta tarefa tão necessária.
Falta sim, a população se educar quanto ao problema do lixo e entulhos, para todo o sempre.
Agora, convenhamos que se acontecer um fenômeno de chover mais de 200 milímetros em 45 minutos, ou 113 milímetros em 1 hora em alguns pontos do altiplano papanduvense como aconteceu, não vai ter drenagem que dê conta. Teremos problemas nas baixadas, sim. Tenho ainda algumas ponderações que a vida me ensinou. Um agravante, o rio teve sua flora original destruída, a chamada mata ciliar.
 Devemos lembrar que a Avenida Papa João XXIII foi construída em lugar impróprio, num banhado, sobre a várzea do rio, ou seja, local naturalmente alagadiço.
Como se não bastasse o fato de terem sido ocupadas as áreas da várzea, o crescimento desordenado da cidade também fez com que o solo da bacia do Papanduva fosse sendo impermeabilizado: asfalto, telhados, passeios e pátios foram fazendo com que a água das chuvas não mais penetrasse no solo que a reteria. Uma grande percentagem da precipitação corre imediatamente para os córregos que finalmente as conduz para o rio que não tem condições de absorver o volume. Seria necessária uma maior conscientização da população no sentido de evitar a impermeabilização do solo.
É lamentável saber dos prejuízos e transtornos sofridos pelas pessoas diretamente atingidas; residências, móveis, veículos e documentos destruídos etc., bem como o perigo de doenças.
A enchente ocorre quando o rio Papanduva recebe, repentinamente, um grande volume d'água dos seus pequenos afluentes, dos córregos e das enxurradas que desaguam muita água em alguns poucos minutos. Enquanto a água do Papanduva não ganha velocidade, o rio enche até transbordar. Por causa desse fenômeno hidráulico, o rio Papanduva precisa de uma área lateral para poder absorver essa enchente.
Não sendo feita a manutenção adequada da calha do rio, a situação se agrava. Muitas medidas já foram tomadas, mas insuficientes e esbarrando em burocracias ambientais. Com chuvas intensas e fenômenos metereológicos extraordinários, tudo pode acontecer.
Recuperar as matas ciliares, substituir uma prática agrícola predatória, impedir a ocupação de áreas ribeirinhas, educar a população quanto a importância de não se atirar lixos e detritos nos arroios, córregos, rio e galerias e, principalmente, adotar um novo modelo de desenvolvimento, não são medidas fáceis de serem adotadas.
De imediato precisamos focar a limpeza dos córregos, a calha do rio e a recuperação das funções naturais das várzeas do rio à montante do trecho que corta a cidade de Papanduva como uma alternativa viável para o controle das enchentes.
        Papanduva, fevereiro de 2015

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